Barroso defende ‘algum tipo de controle’ após fala de Bolsonaro que associa vacinas à Aids
O ministro Luís Roberto Barroso (foto), do STF, classificou como "absurdo" o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter divulgado uma suposta notícia afirmando que "vacinados estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida, a Aids"...
O ministro Luís Roberto Barroso (foto), do STF, classificou como “absurdo” o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter divulgado uma suposta notícia afirmando que “vacinados estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida, a Aids”.
“Há desinformações que comprometem a democracia e a saúde pública. Alguma medida tem que ser tomada para coibir a disseminação de notícias falsas nas redes sociais. Então é preciso ter algum tipo de controle de comportamentos, conteúdos ilícitos e da desinformação que ofereça perigos para valores caros da sociedade como a saúde e a democracia”, disse Barroso.
Segundo o ministro, é preciso “enfrentar a desinformação, sobretudo quando ela oferece risco para a democracia ou para a saúde, como exemplo ocorrido de ontem para hoje no Brasil”.
As afirmações do ministro sobre o caso foram feitas nesta terça-feira (26) em evento sobre fake news organizado pelo TSE.
Barroso é relator de uma notícia-crime apresentada por parlamentares do PSOL e PDT pedindo a investigação de Jair Bolsonaro pela declaração que associa a vacinação contra a Covid à Aids. O ministro enviou o caso para a Procuradoria-Geral da República.
Na ação, os parlamentares afirmaram que o ato de Bolsonaro é um “absoluto desrespeito para com o país e com as famílias enlutadas” e “coloca sua ideologia autoritária acima das leis do país, mentindo de forma criminosa sobre as vacinas, colocando em risco uma estratégia que vem diminuindo drasticamente o número de mortes no país”.
Decisão de Moraes divide bastidores do STF
Líder da oposição aciona Conselho de Ética contra deputado petista
Valdemar se reúne com Michelle no dia da fuga de Flávio
Tarcísio publica vídeo com tom presidencial
Lula e Alcolumbre fecham acordo para indicação de Pacheco ao STF