Ucrânia ataca refinaria de petróleo próxima a Moscou
Ação ocorre um dia após Kiev sofrer ataque massivo russo
A Ucrânia afirmou neste sábado, 15, ter atacado uma refinaria de petróleo na região russa de Ryazan, próxima a Moscou, em resposta aos bombardeios que mataram sete pessoas em Kiev no dia anterior.
O Exército declarou que a ação integra os esforços para “reduzir a capacidade do inimigo de lançar ataques com mísseis e bombas”.
O governador de Ryazan, Pavel Malkov, disse que as defesas aéreas derrubaram 25 drones ucranianos durante a noite. Segundo ele, o ataque não deixou vítimas.
Em Kiev, autoridades confirmaram a morte de uma idosa ferida nos bombardeios russos de sexta-feira, 14. Entre as vítimas estavam ainda um casal de septuagenários e uma pessoa de 62 anos.
Na região central de Dnipropetrovsk, um drone russo feriu cinco pessoas em Nikopol, cidade localizada às margens do rio Dnieper, próximo à linha de frente.
Pressão militar em Pokrovsk
As forças ucranianas também informaram ter destruído uma estrada usada pelo Exército russo nos arredores de Pokrovsk, na região de Donetsk.
Segundo o 7.º Corpo Aerotransportado, a rota entre Selydove e Pokrovsk foi interrompida após um ataque aéreo, impedindo o avanço de veículos leves russos.
Moscou afirmou que frustrou tentativas ucranianas de romper o cerco estabelecido na área.
A Ucrânia também relatou novos ataques a alvos militares russos: uma estação de radar Nebo-U na Crimeia ocupada, um comboio na região de Zaporíjia e áreas de concentração de tropas perto de Volchansk, em Kharkiv.
No comunicado divulgado no Telegram, Kiev afirmou ter atingido a refinaria “Ryazanskaya”, que produz gasolina, diesel, gases liquefeitos e cerca de 840 mil toneladas anuais de querosene de aviação TS-1, usado pelas forças aéreas russas.
O Estado-Maior mencionou “várias explosões e um grande incêndio” nas instalações.
Kiev afirmou que continuará a “tomar todas as medidas necessárias para minar as capacidades militares, económicas e ofensivas dos ocupantes russos e para obrigar a Federação Russa a pôr fim à sua agressão armada”.
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