Trump publica mapa com Venezuela como estado americano
Imagem circulou um dia após líder interina rejeitar qualquer hipótese de anexação
Donald Trump publicou nesta terça-feira, 12, em sua rede, Truth Social, uma imagem da Venezuela integrada ao território dos Estados Unidos, como se fosse o 51º estado americano. A postagem foi republicada pelo perfil oficial da Casa Branca no X 24 horas depois de a líder interina venezuelana, Delcy Rodríguez, descartar publicamente qualquer discussão sobre o tema.
Resposta às declarações de Rodríguez?
Na segunda-feira, 11, às margens de uma audiência na Corte Internacional de Justiça, em Haia, Delcy Rodríguez afirmou que a hipótese de anexação jamais seria considerada pelo governo venezuelano. “Continuaremos defendendo a nossa integridade, soberania e independência. Nossa história é de homens e mulheres que deram suas vidas para nos tornar não uma colônia, mas um país livre”, declarou a líder interina.
A publicação de Trump no dia seguinte foi interpretada como reação direta a essa posição. O presidente americano já havia flertado com a ideia em março, após a seleção venezuelana derrotar os Estados Unidos na Copa do Mundo de beisebol.
Venezuela em posição delicada
O ditador Nicolás Maduro foi capturado pelo governo Trump em janeiro, e Rodríguez assumiu a liderança interina do país sob tutela americana.
Desde o restabelecimento das relações diplomáticas entre Caracas e Washington, em março — após ruptura iniciada por Maduro em 2019 —, a líder interina tem declarado trabalhar em uma “agenda de cooperação” com o governo republicano.
Essa dependência limita o espaço de Rodríguez para confrontar abertamente as provocações de Trump, ao contrário de países como Canadá e Dinamarca, que dispõem de maior autonomia diplomática para responder.
Padrão repetido com outros países
A publicação sobre a Venezuela segue uma sequência de movimentos similares protagonizados por Trump. Em janeiro, o presidente americano divulgou imagem fundindo Estados Unidos e Canadá sob uma única bandeira.
O país vizinho, membro da Otan, já foi alvo de ameaças de anexação e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, foi chamado mais de uma vez por Trump de “governador” — como se o Canadá fosse um estado americano.
A Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, também está na lista de alvos do republicano, que manifestou interesse em incorporá-la aos Estados Unidos.
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