Reza Pahlavi convoca iranianos a ocupar centros urbanos e ampliar protestos
Filho do último xá do Irã pede que manifestantes avancem para nova fase dos protestos contra o regime de Ali Khamenei
Filho do último xá do Irã, o opositor Reza Pahlavi (foto) convocou os manifestantes do país a avançarem para uma nova fase dos protestos contra a República Islâmica.
Em mensagem publicada neste sábado, 10, no X, ele pediu que a população se organize para ocupar os centros das cidades e defendeu o início de uma greve geral em setores estratégicos da economia iraniana.
Pahlavi convocou atos para este sábado e domingo, no fim do dia, com o uso de bandeiras e símbolos nacionais, e afirmou que o movimento precisa ir além das manifestações pontuais.
“O nosso objetivo já não é apenas sair às ruas; o nosso objectivo é nos prepararmos para conquistar e defender os centros urbanos”, afirmou.
Segundo ele, a estratégia passa por ampliar a presença nas ruas e, ao mesmo tempo, atingir os fluxos financeiros que sustentam o regime.
O líder da oposição iraniana no exílio também conclamou trabalhadores de áreas como transporte, petróleo, gás e energia a aderirem a uma paralisação nacional, com o objetivo de aumentar a pressão sobre o governo iraniano.
“Também me preparo para regressar à minha pátria e estar com vocês, a grande nação do Irã, quando a nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo”, disse.
Protestos no Irã
Os protestos no Irã se aproximam de duas semanas e começaram após a forte desvalorização da moeda nacional, impulsionada pela crise econômica e pela inflação elevada.
Com o avanço das manifestações, os atos passaram a incorporar críticas diretas à liderança religiosa e ao regime teocrático instalado desde a Revolução Islâmica de 1979.
Organizações não governamentais estimam que mais de 60 pessoas morreram durante a repressão das forças de segurança.
“Planos do inimigo”
O regimeiraniano reconheceu inicialmente o caráter econômico das manifestações, mas nos últimos dias passou a acusar os Estados Unidos e aliados de estimularem a violência.
Neste sábado, o Exército do Irã afirmou que vai proteger infraestruturas estratégicas e propriedades públicas e pediu que a população frustre o que chamou de “planos do inimigo”.
Na véspera, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, havia acusado os manifestantes de agirem como “mercenários a serviço de estrangeiros”.
As manifestações continuaram durante a noite de sexta-feira, com registros de incêndio em um prédio municipal na cidade de Karaj, segundo a mídia estatal.
A televisão iraniana também exibiu funerais de membros das forças de segurança mortos em confrontos em cidades como Shiraz, Qom e Hamedan.
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