Para Eduardo, foto de Lula com Trump é símbolo de “derrota”
"Precisamos aprender diferenciar narrativa de realidade", disse o deputado federal em análise sobre reunião entre os dois presidentes
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reclamou nesta segunda-feira, 27, sobre o encontro entre o presidente Lula e Donald Trump, ocorrido na Malásia.
Em publicação em seu perfil no X, o parlamentar afirmou que a reunião representa uma “derrota” para o governo brasileiro e disse que o governo federal tenta estabelecer uma “narrativa” a partir do encontro entre os dois líderes.
“Precisamos aprender a diferenciar narrativa de realidade, jornalismo de assessoria. Vocês acham que é minimamente crível atrelar vitória a um regime de exceção sendo publicamente humilhado? Um regime de exceção, que há poucos meses atrás, agia sem prestar contas a ninguém, sem qualquer consequência sobre seus atos?”, disse o parlamentar.
“A foto com Donald Trump seria vitória se esse fosse um governo alinhado à direita. No caso do Lula, é o símbolo da sua derrota e pequenez, tendo que se submeter à força inequívoca do presidente Trump, a quem Lula odiava e chamava de ‘nova cara do nazi-fascismo’.”, acrescentou Eduardo, que está nos Estados Unidos desde março, quando anunciou que não voltaria ao Brasil por receio de ter o passaporte apreendido.
Maduro?
Eduardo comparou o episódio a uma hipotética situação em que o ex-presidente Jair Bolsonaro tivesse de se reunir com o venezuelano Nicolás Maduro — a comparação não faz sentido, Maduro comanda uma ditadura, enquanto Trump é o presidente do país mais poderoso do mundo.
“Seria o mesmo que dar vitória ao Bolsonaro por ele ser obrigado a implorar por reunião e tirar foto com Maduro, sendo ainda obrigado a prestar satisfação de seus atos e falar do seu rival”, afirmou.
O deputado, que se vangloriava até outro dia de ser o único canal para comunicação entre o Brasil e o governo americano, também classificou o governo Lula como “acuado” e voltou a reclamar da imprensa.
“O que vejo é uma tirania liderada por homens medíocres sendo disciplinada em público, enquanto os macaquinhos adestrados na mídia paga precisam criar todo tipo de narrativa tosca para transformar humilhação pública em vitória”, escreveu.
Leia mais: “Agora é o presidente Lula com o presidente Trump”
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Comentários (6)
Fabio B
27.10.2025 19:42Marian, desculpa discordar, mas essa leitura é bem rasa. Diplomacia não se mede em minutos de conversa nem em milhas de voo. O encontro serviu pra destravar negociações sobre as tarifas americanas que estavam ferrando as exportações brasileiras. E o Lula saiu de lá com o compromisso direto de Trump pra resolver o impasse, matando toda a narrativa megalomaniaca do Bananinha. E o mais triste dessa situação é que, com acordo ou sem acordo, o Lula sempre sai ganhando. Se não houver acordo, ele posa de vítima do “imperialismo ianque” e usa isso pra justificar o desempenho econômico ruim, alimentando o ufanismo dos mais ingênuos. Se o acordo vier, ele posa de “grande negociador”, aquele mesmo personagem que adora interpretar desde seus tempos de sindicato quando vendia greve. Mas realmente, achar que um encontro rápido entre dois presidentes significa “derrota” é não entender o básico de política externa... Se cada reunião curta fosse fracasso, 90% da diplomacia mundial seria piada.
Marian
27.10.2025 18:17Concordo que seja uma derrota, um presidente viajar umas 12 horas para encontrar outro, porque prefere um território neutro. O que foi que conseguiu? 45 minutos. É uma derrota.
Ita
27.10.2025 14:36Concordo com a Magdalena Buzolin.
Magdalena Buzolin
27.10.2025 14:01Este rapaz precisa de tratamento psiquiatrico urgente. Ele tem algum desvio mental…
Luis Eduardo Rezende Caracik
27.10.2025 13:34Eduardo Bolsonaro, digam o que quiserem, atingiu a perfeição: É um perfeito cretino!
Fabio B
27.10.2025 12:38O bolsonarismo é praticamente um fenômeno neurológico. Sua base é majoritariamente idosa de QI baixo com a cognição já desgastada pelo tempo e pela overdose diária de desinformação via zap. São justamente esses os mais suscetíveis a acreditar nas narrativas mais esculhambadas como essa. A real é que rei morto, rei posto. Bananinha, o Trump não é gênio, santo nem herói algum, muito menos para o Brasil. Ele está do lado dele, faz negócios com ditadores, corruptos e qualquer um que lhe ofereça vantagem. Foi assim com seu pai vagabundo e fraco, e será assim agora com o Lula.