Nobel da Paz: María Corina não irá à cerimônia
"Infelizmente, ela ainda não está na Noruega", disse o secretário do Comitê Norueguês do Nobel, Kristian Berg Harpviken
Líder da oposição ao ditador Nicolás Maduro, a venezuelana María Corina Machado não comparecerá à cerimônia de entrega do prêmio Nobel da Paz, marcada para esta quarta-feira, 10, na Prefeitura de Oslo, capital da Noruega.
“Infelizmente, ela ainda não está na Noruega e não estará no palco da Prefeitura de Oslo às 13h (horário local), quando a cerimônia começar”, disse Kristian Berg Harpviken, secretário do Comitê Norueguês do Nobel.
Harpviken havia dito, no final de semana, que María Corina Machado iria pessoalmente receber a premiação.
María Corina vive escondida desde agosto de 2024, quando a ditadura venezuelana intensificou as ordens de prisão contra membros do seu movimento político.
Ela disse que só poderia deixar a Venezuela se houvesse condições de liberdade.
Ana Corina Sosa, filha da opositora de Maduro, irá receber o prêmio em nome da mãe.
Foram convidados para a cerimônia, os presidentes Javier Milei, da Argentina, José Raúl Mulino, do Panamá, Daniel Noboa, do Equador, e Santiago Peña, do Paraguai, além do presidente eleito da Venezuela, Edmundo González Urrutia.
Nobel da Paz para María Corina Machado
O Nobel da Paz concedido à opositora reconhece seu “incansável trabalho na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
“Como líder do movimento pela democracia na Venezuela, Maria Corina Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”, acrescentou.
“A Sra. Machado tem sido uma figura-chave e unificadora em uma oposição política que antes era profundamente dividida – uma oposição que encontrou um ponto em comum na reivindicação por eleições livres e um governo representativo. É precisamente isso que está no cerne da democracia: nossa disposição compartilhada de defender os princípios do governo popular, mesmo discordando. Em um momento em que a democracia está ameaçada, é mais importante do que nunca defender esse ponto em comum”, continuou.
Segundo o comitê, Maria Corina Machado demonstrou que “as ferramentas da democracia também são ferramentas da paz”.
“Ela personifica a esperança de um futuro diferente, onde os direitos fundamentais dos cidadãos sejam protegidos e suas vozes sejam ouvidas. Nesse futuro, as pessoas finalmente serão livres para viver em paz”, finalizou.
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