Netanyahu antecipou plano de eliminar Khamenei, diz ministro israelense
Israel Katz disse que protestos em massa no Irã levaram o premiê a acelerar operação com apoio dos Estados Unidos
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz (foto), afirmou nesta quinta-feira, 5, que os planos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu previam eliminar o aiatolá Ali Khamenei em novembro deste ano.
No entanto, segundo Katz, o cronograma acabou sendo acelerado após os protestos do povo iraniano contra o regime, registrados em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.
Khamenei foi eliminado no último sábado, 28, no primeiro dia dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Junho
Em entrevista ao Canal 12, Katz disse que o governo israelense havia planejado lançar a operação apenas em meados de 2026, possivelmente em junho.
Segundo o ministro, Israel não chegou a compartilhar os planos com os Estados Unidos, pois estavam trabalhando “sob a premissa de que poderiam ter que realizar [o assassinato] por conta própria”.
O cenário, no entanto, mudou após uma conversa entre Netanyahu e o presidente americano, Donald Trump, logo após o início dos protestos antirregime no Irã.
Derrubada do regime
Katz afirmou que ambos os países ficaram surpresos com a dimensão das manifestações, mas também temeram que a instabilidade interna pudesse levar o regime iraniano a lançar um ataque contra Israel.
Em seguida, segundo o ministro, Estados Unidos e Israel passaram a discutir formas de criar condições para que o povo iraniano “começasse a agir para derrubar o regime”.
Na entrevista, Katz garantiu que os ataques atuais são mais intensos do que os realizados anteriormente, em junho.
“O objetivo é destruir a capacidade do Irã de retomar seu programa nuclear, impedir que volte a produzir mísseis balísticos em massa, enfraquecer sua capacidade de apoiar aliados na região e bloquear operações destinadas a destruir Israel”, afirmou.
“Espero que isso termine com o povo iraniano derrubando o regime”, acrescentou.
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