“Não haverá impunidade”, diz ditador de Cuba sobre incêndio em Partido Comunista
Manifestantes contra o regime de Miguel Díaz-Canel incendiaram a sede do Partido Comunista de Cuba (PCC) no município de Morón
O ditador cubano, Miguel Díaz-Canel, repudiou neste sábado, 14, o incêndio provocado por manifesntantes na sede do Partido Comunista de Cuba (PCC) no município de Morón, em Ciego de Ávila, e disse que “não haverá impunidade“ para os responsáveis pelo ato. Canel se pronunciou pelo X.
“O desconforto causado pelos prolongados apagões em nossa população é compreensível, como consequência do bloqueio energético imposto pelos EUA, que se intensificou cruelmente nos últimos meses. E as queixas e reclamações são legítimas, desde que sejam feitas com civilidade e respeito pela ordem pública”, iniciou o ditador.
“O que jamais será compreensível, justificado ou aceitável é a violência e o vandalismo que ameaçam a tranquilidade pública e a segurança de nossas instituições. Não haverá impunidade para o vandalismo e a violência“, complementou.
O incêndio ocorreu na sexta-feira, 13. Vídeos divulgados pelo jornalista Guillermo Rodríguez Sánchez mostra os manifestantes atirando objetos em chamas contra a sede do PCC. Em outros vídeos, eles invadem o edifício e retiraram móveis, quadros e materiais de propaganda política.
“O momento exato em que, segundo as pessoas presentes, um policial disparou sua arma e atingiu um menino na coxa, que estava perto de uma fogueira no meio da rua, em frente ao PCC (Centro de Coordenação de Polícia) daquele município”, disse Rodríguez Sánchez.
Há meses, o país sofre com apagões contínuos e com a falta de petróleo e gás.
Presos políticos
A ditadura cubana anunciou na quinta, 12, que libertará 51 presos políticos nos próximos dias.
A medida foi apresentada pelas autoridades da ilha como um gesto de boa vontade ao Vaticano, que atua como mediador nas conversações entre Havana e Washington, em meio ao aperto diplomático e econômico promovido pelo governo Donald Trump.
A soltura foi comunicada pelo ditador Miguel Díaz-Canel em pronunciamento à nação, na manhã de quinta-feira. O regime, contudo, não divulgou os nomes dos liberados, nem os crimes pelos quais foram condenados; apenas informou que todos se aproximavam do fim de suas penas.
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Comentários (2)
Pedro Boer
15.03.2026 13:26Se fosse aquele nosso ministro já teria prendido1200 manifestantes e condenado cada um a 27 anos de cadeia. Ou não?
Marian
14.03.2026 21:30As pessoas estão combustível, sem luz, sem comida, sem remédios e não podem se revoltar? Cruel.