Morgan Freeman chama Trump de “bandido condenado”
Ao promover nova série sobre espiãs da Guerra Civil, ator faz declarações políticas em programa de TV e critica o estado da democracia americana
Para o ator americano Morgan Freeman, Donald Trump é um criminoso, e sua presença na Casa Branca representa uma ameaça às instituições dos Estados Unidos. As declarações foram feitas durante entrevista ao programa The Last Word, apresentado por Lawrence O’Donnell, em que Freeman promovia sua nova produção, a série The Gray House.
A série narra a história real de mulheres que atuaram como espiãs durante a Guerra Civil Americana. Ao comentar a produção, o ator traçou paralelos entre aquele período histórico e o momento político atual do país, o que serviu de ponto de partida para as críticas ao presidente.
“Como isso é possível?”
Freeman questionou como um indivíduo com histórico judicial e comportamento que ele classificou como “vil” pôde chegar à presidência: “Temos alguém na Casa Branca que está nos levando para um buraco sem fundo. Eu, pessoalmente, não consigo entender como um bandido condenado, com 34 acusações de crimes graves, chega a ser presidente. Como isso é possível?”
O ator se referia ao julgamento de Trump em Nova York, em 2024, no qual o então candidato republicano foi considerado culpado em todos os 34 crimes de falsificação de registros comerciais. As acusações estavam relacionadas a pagamentos feitos a uma atriz de filmes adultos durante a campanha presidencial de 2016.
Em janeiro de 2025, um juiz de Nova York formalizou a condenação por meio de uma dispensa incondicional – ou seja, sem aplicação de penas de prisão ou multas. Trump recorreu da decisão e alega que o processo teve motivação política.
Histórico de engajamento político
Freeman apoiou candidatos do Partido Democrata em diferentes ciclos eleitorais, incluindo as campanhas de Barack Obama, Hillary Clinton e Joe Biden.
No plano local, Freeman também se envolveu em questões políticas do Mississippi, seu estado natal. Entre suas bandeiras estão a substituição da bandeira estadual, que continha símbolos confederados, e reformas no sistema de educação pública.
Série como pano de fundo
The Gray House funciona, na leitura do próprio ator, como um espelho do presente. A série recupera a atuação de mulheres que arriscaram a vida para defender os valores em que acreditavam durante a Guerra Civil, no século 19.
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