Líderes mundiais condenam ataque terrorista em Sydney
“Estamos unidos contra a violência, o antissemitismo e o ódio”, diz presidente da Comissão Europeia
O ataque terrorista que deixou ao menos 12 mortos na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, neste domingo provocou uma onda de repúdio global. Líderes de diversos países enviaram condolências às famílias das vítimas e reforçaram o compromisso no combate ao antissemitismo.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o “ataque terrorista antissemita atingiu famílias reunidas para celebrar o Hanukkah”. Ele reforçou que “a França continuará a lutar incansavelmente contra o ódio antissemita, que nos fere a todos, onde quer que ele atinja”.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse que a Europa “está ao lado da Austrália e das comunidades judaicas em todo o mundo” e acrescentou: “Estamos unidos contra a violência, o antissemitismo e o ódio”.
No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer classificou a notícia como “profundamente angustiante” e escreveu que o país “envia seus pensamentos e condolências a todos os afetados por este ataque terrível”.
O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, afirmou que seu país e a Austrália são “família” e disse estar “chocado com as cenas angustiantes em Bondi”, oferecendo seus pensamentos aos afetados pelo ataque.
Alerta sobre o antissemitismo
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter enviado uma carta ao primeiro-ministro australiano Anthony Albanese meses atrás, alertando sobre os perigos de não combater o antissemitismo. Ele afirmou:
“Escrevi: ‘Seu apelo por um Estado Palestino joga combustível no fogo do antissemitismo. Recompensa os terroristas do Hamas. Isso encoraja aqueles que ameaçam os judeus australianos e estimula o ódio aos judeus que agora ronda suas ruas’”.
Netanyahu acusou o governo de Albanese de “não fazer nada para impedir a propagação do antissemitismo na Austrália”. “Vocês deixaram a doença se espalhar, e o resultado são os ataques horríveis contra judeus que vimos hoje”, acrescentou.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, classificou o ataque como “cruel” e alertou que “repetimos nossos alertas, vez após vez, ao governo australiano para que aja e combata a enorme onda de antissemitismo que assola a sociedade australiana”.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, chamou o ataque de “horrível” e criticou a declaração inicial de Albanese por não caracterizar o episódio como “um ataque jihadista contra judeus no primeiro dia de Hanukkah”.
Albanese, em coletiva, definiu o ataque como “um ato de antissemitismo maligno, terrorismo, que atingiu o coração de nossa nação”. Ele acrescentou:
“Um ataque contra judeus australianos é um ataque a todos os australianos. Não há lugar para esse ódio, violência e terrorismo em nossa nação, e quero deixar claro: vamos erradicá-lo.”
O ex-primeiro-ministro israelense Naftali Bennett afirmou que o ataque representa “um momento de luto e de prestação de contas” e pediu ao governo australiano “medidas imediatas e decisivas para proteger as comunidades judaicas e enfrentar o antissemitismo como a séria ameaça que é”.
Ele completou: “Declarações de simpatia não são mais suficientes. Os judeus não devem ter que temer por suas vidas em lugar algum, incluindo a Austrália.”
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