Joesley virou chanceler?
Sócio da J&F teria ido à Venezuela negociar renúncia de Maduro, segundo a 'Bloomberg'
A Bloomberg publicou na quarta-feira, 3, que o empresário Joesley Batista (foto), sócio da J&F, viajou a Caracas, capital da Venezuela, para tentar convencer o ditador Nicolás Maduro a renunciar.
Segundo a agência de notícias, o encontro ocorreu em 23 de novembro, dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instar Maduro, por telefone, a deixar o país.
A reportagem diz que autoridades do governo Trump estavam cientes dos planos de Joesley Batista de conversar com Maduro. Contudo, não foi solicitado ao dono da J&F viajar em nome da Casa Branca.
“Joesley Batista não é representante de nenhum governo”, afirmou a J&F à agência.
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Joesley e o tarifaço
Joesley Batista ajudou a costurar o encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o tarifaço.
O empresário confirmou a informação durante viagem do presidente Lula (PT) e sua comitiva ao sudeste asiático, da qual os irmãos Batista fizeram parte.
“Temos bons amigos, e tem muita gente que gosta do Brasil, apesar de outros não gostarem”, disse ao PlatôBR.
Os irmãos Batista são próximos do embaixador Richard Grenell, conselheiro de Trump.
Apoio da J&F a Trump
A holding J&F é dona da Pilgrim’s Pride Corp., produtora de frango americana, que doou 5 milhões de dólares ao comitê de posse de Trump.
Essa foi a maior doação individual registrada, segundo a Bloomber.
Com mais 70 mil funcionários nos EUA e no Canadá, a JBS conseguiu, em 2025, a aprovação da Securities and Exchange Commission (SEC) para listar suas ações em Nova York.
Irmãos Batista na Venezuela
A Bloomberg também relatou os laços da família Batista com a Venezuela.
Há anos, a JBS e Maduro negociaram um acordo para o fornecimento de carne bovina e frango à Venezuela no valor de 2,1 bilhões de dólares.
Firmado em um momento em que o país passava por uma grave escassez de alimentos e hiperinflação, o contrato foi negociado pelo atual ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello.
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Comentários (4)
Jorge Irineu Hosang
04.12.2025 18:58Simples, Diosdado é quem manda em Maduro, o primeiro é verdadeiramente o chefe do Cartel de los Soles, o último, é o poste do primeiro. E os EUA sabem disso. Então, se a recompensa pelo Maduro é maior do que pelo Diosdado, os EUA não querem verdadeiramente decapitar o chefe, mas só trocar seu fantoche. Logo, enquanto tudo isso ocorre, e vemos certas figuras no meio disso tudo fazendo intermediação, chegamos a óbvia conclusão que tudo isso é um teatro, no qual as partes fazem crer pra mídia que irão mudar algo, mas na verdade só farão de conta que algo mudou para capitalizar, politica ou financeiramente com isso. Logo, a pergunta é, quer este governo Trump e os que estão no meio se fazendo de intermediadores, realmente acabar com o narcotráfico e o regime de Maduro, ou isso é só um teatro? Tirem Diosdado e acaba tudo, tirem Maduro, e só entrará outro, chancelado por Diosdado.
Rosa
04.12.2025 11:03Hosang, explica isso por favor!
Jorge Irineu Hosang
04.12.2025 08:09Diosdado Cabello e Trump em dois extremos, Maduro, Joesley e Lula no meio. Dali já se pode concluir muita coisa. Francamente, agir com o financiamento de campanhas em 3 países distintos cujo, os governos não se dão, ou talvez sim, me faz surgir questionamentos importantes... É o mesmo tipo de questionamento que faço acerca da recompensa paga pelos EUA, para que peguem Diosdado Cabello ser a metade para que peguem Nicolás Maduro, quem conhece profundamente a Venezuela, vai entender claramente o que quero dizer.
Marcia Elizabeth Brunetti
04.12.2025 07:48Fico abismada de saber a amplitude do poder dos irmãos Batista. E imagino quantos beneficios estão prometendo para o ditador venezuelano. É revoltante.