Itália reduz impostos e alcança emprego recorde
Governo mantém equilíbrio fiscal e vê emprego recorde após reforma tributária
A redução de impostos implementada pela primeira-ministra Giorgia Meloni se consolidou como uma das políticas econômicas mais bem-sucedidas da Europa em 2025.
A nova alíquota do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPEF) de 33% para rendas entre 28 mil e 50 mil euros, que entrou em vigor em janeiro, representou o cumprimento de uma promessa eleitoral e trouxe alívio real para a classe média italiana.
Segundo o Ministério da Economia, o corte custará 9 bilhões de euros em três anos, mas é sustentado por uma arrecadação tributária acima das projeções.
De acordo com a Receita italiana, entre janeiro e julho de 2025 o país arrecadou 16 bilhões de euros a mais que o previsto, crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Esse resultado permitiu ao governo financiar os cortes sem comprometer as metas fiscais. O ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, destacou que a estabilidade política foi crucial para a confiança do mercado e para o bom desempenho das contas públicas.
O impacto sobre o mercado de trabalho tem sido imediato. Dados do Instituto Nacional de Estatística (ISTAT) mostram que a taxa de emprego atingiu 62,8% em julho, o nível mais alto já registrado, enquanto o desemprego caiu a 6%, o menor desde 2007.
Foram criados 218 mil postos de trabalho em 12 meses, reflexo da recuperação do poder de compra e do estímulo à atividade produtiva.
O plano fiscal também inclui 1,6 bilhão de euros em incentivos a horas extras, trabalho noturno e bônus de produtividade, com foco em trabalhadores de baixa e média renda.
Segundo o governo, famílias com renda mensal de cerca de 2.400 euros — faixa típica de professores e enfermeiros — terão economia média de 1.500 euros por ano. A medida, afirma Meloni, “corrige uma distorção histórica que penalizava quem trabalha”.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que os salários reais italianos ainda estejam 7,5% abaixo dos níveis de 2021, mas reconhece que o corte de impostos compensa parte dessa defasagem.
O governo projeta que, a partir de 2026, as reformas estruturais reduzam em 25 bilhões de euros a carga tributária anual, consolidando um novo patamar de competitividade.
Apesar das críticas de opositores que acusam a medida de favorecer rendas mais altas, o perfil dos beneficiários mostra o contrário.
Segundo o Ministério da Fazenda, 80% do impacto positivo recai sobre trabalhadores com salários inferiores a 50 mil euros por ano. O governo também cancelou o programa de renda mínima universal e redirecionou recursos para incentivos ao emprego formal, reforçando a imagem de responsabilidade fiscal.
A política de Meloni vem sendo bem recebida pelos investidores. Em 2025, o rendimento dos títulos italianos ficou abaixo do francês pela primeira vez desde a criação do euro, permitindo economia de 5 bilhões de euros em juros. O movimento é interpretado como sinal de confiança internacional na gestão fiscal de Roma.
Com previsão de crescimento do PIB de 0,6% em 2025, o governo aposta em manter o equilíbrio entre responsabilidade e estímulo.
Meloni sintetizou a estratégia em declaração recente: “Cuidar das contas públicas não é um obstáculo ao crescimento, é o caminho para sustentá-lo.”
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Comentários (4)
Marian
12.11.2025 23:37Que demais! Priorizando o desenvolvimento do país! Parabéns
MARCOS
12.11.2025 19:46ALÔ?? ALGUÉM AVISA AO EX-PRESIDIÁRIO.
MARCEL SILVIO HIRSCH
12.11.2025 18:34Que inveja dos italianos! Além de bela é inteligente enquanto no Brasil, escolheram a dedo os mais boçais de Frankensteinolândia.
Ita
12.11.2025 09:27Viuuuuu!!!!! e aqui nos trópicos, hem?? seu "Andrade" ou Taxahaddad.