Irã ameaça Europa: “Cuidado para não se envolverem”
Vice-chanceler iraniano afirmou que países que apoiarem "ataques" poderão se tornar “alvos legítimos de retaliação”
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, afirmou nesta sexta-feira, 6, que alertou países da Europa para que “tenham cuidado e não se envolvam nesta guerra de agressão”.
Em entrevista à France 24, o o diplomata iraniano fez um novo aviso:
“Se algum país se juntar à agressão contra o Irã… sem dúvida também se tornará um alvo legítimo de retaliação iraniana”, disse.
Até o momento, países europeus têm emprestados bases militares para ataques americanos.
A França deslocou um porta-aviões para o Mar Mediterrâneo.
Planos de Israel
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram nesta sexta, 6, ter planos para lançar ataques contra o Irã por semanas ou até mesmo por mais tempo.
Segundo os militares, o regime iraniano ainda possui entre 100 e 200 lançadores de mísseis ativos.
Apesar disso, Israel informou que a intensidade dos ataques iranianos contra o país diminuiu nos últimos dias.
Ao todo, 150 aeronaves israelenses já entraram no espaço aéreo iraniano desde o início da guerra.
Sem acordo
O presidente americano, Donald Trump, rejeitou a possibilidade de qualquer acordo com o Irã, “exceto uma rendição total”.
“Não haverá acordo com o Irã, exceto a RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso, e da escolha de um GRANDE e ACEITÁVEL líder, nós, e muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca. O IRÃ TERÁ UM GRANDE FUTURO. ‘FAÇA O IRÃ GRANDE NOVAMENTE (MIGA!).’ Obrigado pela sua atenção a este assunto!”, escreveu Trump na rede Truth Social.
Horas antes, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse no X que “alguns países iniciaram esforços de mediação” para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
“Alguns países já iniciaram esforços de mediação. Sejamos claros: estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a soberania de nossa nação. A mediação deve abordar aqueles que subestimaram o povo iraniano e deflagraram este conflito.”
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