FT: Casa Branca aponta vínculos do Alibaba com Exército chinês
Reportagem do jornal britânico se baseia em memorando de segurança nacional que cita cooperação tecnológica com militares da China
Um memorando de segurança nacional da Casa Branca afirma que o Alibaba forneceu apoio tecnológico ao Exército da China em operações contra alvos nos Estados Unidos.
Segundo reportagem do Financial Times, o documento indica que a empresa chinesa concedeu aos militares capacidades consideradas uma ameaça direta à segurança dos EUA.
As preocupações envolvem serviços de nuvem, inteligência artificial e acesso a dados sensíveis dentro do território americano. O FT afirma que não conseguiu verificar de forma independente o conteúdo.
O documento também aponta que o Alibaba teria dado ao governo chinês e ao Exército acesso a registros de clientes, como endereços de IP, dados de Wi-Fi, informações de pagamento e serviços ligados a IA.
Segundo o memorando, funcionários da companhia teriam repassado conhecimento sobre vulnerabilidades de software classificadas como “dia zero”, exploradas antes de qualquer possibilidade de correção pelos desenvolvedores.
Ainda de acordo com o Financial Times, o memorando não detalha quais seriam os alvos supostamente visados pelo Exército chinês nos EUA.
Questionado pela reportagem, um funcionário do governo americano afirmou que Washington “leva essas ameaças muito a sério e trabalha dia e noite para mitigar os riscos e efeitos atuais e potenciais de intrusões [cibernéticas] que usam fornecedores não confiáveis”.
A Casa Branca e a CIA não comentaram o memorando. O documento é datado de 1º de novembro, logo após a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping na Coreia do Sul, quando os dois líderes acertaram uma trégua temporária nas restrições comerciais.
O Alibaba rejeitou as acusações.
“As alegações supostamente baseadas em inteligência dos EUA que vazaram por meio da sua fonte são completamente absurdas. Isso é claramente uma tentativa de manipular a opinião pública e difamar a Alibaba”, afirmou a empresa em nota.
Mais tarde, à agência Bloomberg, um porta-voz reiterou:
“As alegações e insinuações no artigo são completamente falsas.” A companhia ainda questionou “a motivação por trás do vazamento anônimo” e classificou o episódio como “operação de relações públicas maliciosa”.
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