Forças Armadas dos EUA se preparam para operação contra o Irã
Militares americanos se organizam para eventual conflito prolongado, enquanto Trump mantém negociações diplomáticas e ameaças de bombardeio
As Forças Armadas dos Estados Unidos estão se organizando para a possibilidade de realizar operações militares prolongadas contra o Irã, caso o presidente Donald Trump ordene um ataque. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 13, pela agência Reuters, com base em relatos de dois oficiais americanos que pediram anonimato.
Os oficiais indicaram que o planejamento em curso aponta para um conflito de escala superior aos confrontos anteriores entre Washington e Teerã. A revelação aumenta a pressão sobre as negociações diplomáticas em andamento entre os dois países para um novo acordo nuclear.
Ameaças e repressão no centro da crise
Trump tem multiplicado as ameaças de bombardeio ao Irã nas últimas semanas. O presidente americano cita como justificativas o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de mísseis balísticos e a violenta repressão aos protestos que começaram no país persa no fim de 2024.
Na quinta-feira, Trump alertou que a falta de solução diplomática resultaria em uma alternativa “muito traumática, muito traumática” para Teerã. A declaração ocorre em meio às conversações entre os dois governos sobre um possível acordo nuclear.
O regime iraniano enfrenta protestos internos desde o ano passado, respondendo com violência às manifestações. A repressão se tornou um dos pontos de tensão nas relações com Washington.
Netanyahu deixa Casa Branca sem garantias
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, esteve com Trump na quarta-feira, em sua sexta visita à Casa Branca desde que o republicano retornou à presidência americana. O objetivo israelense era convencer Trump a incluir controles sobre o programa de mísseis iranianos nas exigências dos Estados Unidos.
Netanyahu não obteve promessas. Após a reunião de cerca de três horas a portas fechadas, Trump classificou o encontro como “muito bom” e afirmou que continuará buscando um acordo diplomático com o Irã. O presidente americano reconheceu o ceticismo dentro do governo israelense sobre as negociações da Casa Branca com os iranianos.
Trump também mencionou o que considera “progresso tremendo” em Gaza e no Oriente Médio como tema da conversa com Netanyahu. A posição israelense permanece crítica quanto à possibilidade de um acordo entre Washington e Teerã.
Dupla estratégia americana
A preparação militar simultânea às negociações diplomáticas caracteriza a estratégia americana atual. Os preparativos das Forças Armadas indicam que a Casa Branca mantém a opção militar ativa enquanto busca uma saída negociada.
O envio de porta-aviões para o Golfo Pérsico, mencionado na revelação da Reuters, reforça a presença militar americana na região. A movimentação naval amplia a capacidade de resposta dos Estados Unidos caso Trump decida pela via militar.
As negociações diplomáticas em curso tratam principalmente do programa nuclear iraniano. Teerã e Washington tentam chegar a um novo acordo desde que Trump abandonou o pacto anterior durante seu primeiro mandato.
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