Europa apoia integralmente protestos no Irã, diz Von der Leyen
Presidente da Comissão Europeia reforça posição do bloco em apoio a manifestantes e cobra fim da repressão
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (foto), reforçou neste sábado, 10, a posição do bloco em apoio aos protestos que se espalham pelo Irã.
Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que a Europa “apoia plenamente” os manifestantes:
“As ruas de Teerã e cidades ao redor do mundo ecoam com os passos de mulheres e homens iranianos exigindo liberdade.
Liberdade de expressão, de reunião, de viajar e, acima de tudo, de viver livremente.
A Europa os apoia integralmente.
Condenamos veementemente a violenta repressão dessas manifestações legítimas.
Os responsáveis serão lembrados do lado errado da história.
Exigimos a libertação imediata de todos os manifestantes presos.
Exigimos o restabelecimento do acesso irrestrito à internet. E exigimos, finalmente, o respeito aos direitos fundamentais.”
Leia mais: Procurador-geral do Irã ameaça manifestantes com pena de morte
Protestos se intensificam
Os protestos começaram em dezembro, impulsionados pela insatisfação com a grave crise econômica, e rapidamente se transformaram em um movimento de oposição aberta ao regime do aiatolá Ali Khamenei.
Neste sábado, novas manifestações foram registradas, em meio a relatos de hospitais sobrecarregados e a um apelo das Forças Armadas para que a população impeça “planos do inimigo”.
Dados do grupo Human Rights Activists in Iran indicam que, até sexta-feira, ao menos 65 pessoas haviam sido mortas, 2.311 presas, e protestos ocorreram em 512 pontos de 180 cidades. A revista Time estimou que o número de mortos já ultrapassa 200.
A pressão internacional também aumentou dentro da Europa.
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, pediu que a Guarda Revolucionária Islâmica seja classificada como organização terrorista e defendeu novas sanções.
“Aqueles que enfrentam as ruas, aqueles presos políticos que ainda estão detidos, precisam de mais do que palavras; a Europa pode agir”, escreveu.
Líderes europeus e aliados reforçaram o coro. Emmanuel Macron (França), Friedrich Merz (Alemanha) e Keir Starmer (Reino Unido) pediram que as autoridades iranianas “se abstenham da violência”. Os Estados Unidos também declararam apoio aos manifestantes.
Leia também:
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)