EUA contestam Moraes sobre entrada de Filipe Martins no país
Departamento de Alfândega e Imigração confirma que Filipe Martins, réu na trama golpista, não viajou ao país, contrariando fundamentação para prisão no STF
De acordo com declaração oficial Departamento de Alfândega e Imigração dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 10, o ex-assessor presidencial Filipe Martins não entrou em território americano no fim de 2022. O posicionamento contradiz o fundamento utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para manter a prisão de Martins por um período de seis meses em 2024.
Segundo o comunicado, “o ministro Alexandre de Moraes citou um registro incorreto para justificar a prisão de vários meses do sr. Martins. A inclusão desse registro impreciso nos sistemas oficiais da U.S. Customs and Border Protection (CBP) permanece sob investigação, e tomará as medidas adequadas para evitar que novas discrepâncias ocorram”.
Filipe Martins, que atuou como ex-assessor para Assuntos Internacionais durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), é réu no processo do STF relacionado à trama golpista. A alegação de que Martins teria viajado aos Estados Unidos no final de 2022 foi a base citada por Moraes para justificar seu encarceramento.
O órgão garantiu ainda que “essa conclusão contradiz diretamente alegações feitas pelo juiz da Suprema Corte Alexandre de Moraes, um indivíduo que recentemente foi sancionado pelos EUA por violações de direitos humanos contra o povo brasileiro”.
Registros incorretos serão investigados
O governo americano também demonstrou forte reprovação sobre o uso das informações inverídicas para fins judiciais. O departamento “condena fortemente o mau uso deste registro de entrada para apoiar a condenação de Martins ou qualquer outra pessoa”.
A inserção do registro incorreto no sistema oficial está sob investigação. O objetivo é determinar como a discrepância ocorreu e tomar as medidas necessárias para impedir que falhas futuras se repitam.
Para os bolsonaristas, o posicionamento do governo dos EUA pode fornecer suporte para que a defesa de Martins reavalie o caso no STF. A conclusão apresentada também é vista como um possível elemento para solicitar sanções adicionais contra o Poder Judiciário brasileiro.
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Comentários (2)
Clayton De Souza pontes
11.10.2025 06:48Esses ministros têm usado de reforços argumentativos pra justificar suas medidas contra desafetos e ealiviar a barra de corruptos amigos. São muitos os equívocos que essa corte suprema não poderia cometer
Claudemir Silvestre
10.10.2025 21:41Os Ministros do STF pouco se importam com a verdade ou com a Constituição do país !! Só querem vingança !!