EUA ampliam vigilância a 41 pessoas por risco de hantavírus
Autoridades americanas expandem monitoramento após identificar contatos indiretos ligados ao surto no navio MV Hondius
O número de pessoas sob monitoramento nos Estados Unidos por possível exposição ao hantavírus subiu de 18 para 41, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, 14, pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças).
O aumento reflete o rastreamento de contatos indiretos associados ao surto registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que incluiu ao menos três mortes e oito casos confirmados da cepa Andes do vírus.
Quem está sendo monitorado
O grupo de 41 pessoas é formado por diferentes categorias de risco. Dezesseis passageiros repatriados estão em quarentena no Centro Médico da Universidade de Nebraska, estrutura especializada em doenças infecciosas de alto risco.
Outros dois foram encaminhados à Universidade Emory, em Atlanta — um casal, sendo que um dos pacientes apresentava sintomas e foi alocado em unidade de biocontenção, enquanto o outro permanece sob observação.
Os demais são passageiros que desembarcaram do navio antes da declaração do surto e pessoas que podem ter sido expostas ao vírus durante deslocamentos, como voos.
Segundo o CDC, estados como Geórgia, Texas, Arizona, Califórnia, Virgínia e Nova Jersey participam do acompanhamento. “Os departamentos de saúde estaduais têm monitorado a situação diariamente, incluindo a verificação de sintomas e temperatura”, afirmou Brendan Jackson, especialista do CDC em patógenos de alto risco. O período de monitoramento recomendado é de seis semanas.
O vírus e o risco de transmissão
A cepa Andes é a única variante do hantavírus com capacidade documentada de transmissão entre seres humanos, o que a diferencia das demais cepas — propagadas pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Segundo autoridades sanitárias, a transmissão entre pessoas ocorre em situações de contato próximo e prolongado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou oito casos da cepa Andes entre passageiros do MV Hondius e mantém a avaliação de que o risco de uma pandemia global é baixo. O navio, de bandeira holandesa, operava com passageiros e tripulantes de 23 países quando o surto foi identificado.
A discussão sobre os termos “quarentena” e “monitoramento ativo” ganhou espaço público após o desembarque dos passageiros nas Ilhas Canárias, no domingo, 10.
O governo americano esclareceu que nem todos os acompanhados estão isolados em unidades hospitalares, mas todos receberam orientação para restringir o contato social durante o período de incubação da doença.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)