Deportado por Israel, Thiago Ávila faz escala no Egito antes de voltar ao Brasil
Governo israelense classificou ativistas de flotilha como “provocadores profissionais”
Israel deportou neste domingo, 10, o ativista brasileiro Thiago Ávila (foto) e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek, após mais de uma semana de detenção.
No caso do ativista brasileiro, publicações feitas por sua equipe indicam que a embaixada do Brasil em Cairo, no Egito, deve recebê-lo. A expectativa é de retorno ao Brasil nesta segunda-feira, 11.
Saif Abu Keshek também publicou vídeo nas redes sociais e afirmou já estar em Atenas, na Grécia. Na gravação, agradeceu a mobilização pela libertação e convocou apoio contínuo à causa palestina.
Os dois integravam a flotilha Global Sumud, que seguia em direção a Gaza quando foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais próximas à ilha de Creta. Ao todo, cerca de 175 pessoas foram detidas na operação.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou os integrantes como “provocadores profissionais” e afirmou que “não permitirá nenhuma violação” do bloqueio marítimo imposto à Faixa de Gaza.
Israel acusa os dois ativistas de serem ligados ao Popular Conference for Palestinians Abroad (PCPA), grupo que, segundo o governo dos Estados Unidos, é “controlado clandestinamente pelo Hamas”.
A organização é alvo de sanções de Israel e dos EUA.
Histórico de Thiago Ávila
Thiago Ávila já havia participado, no ano anterior, de outra flotilha com destino a Gaza, igualmente interceptada por Israel.
Em março de 2026, ele também integrou a flotilha humanitária “Nossa América”, que aportou em Havana em solidariedade ao governo cubano diante do bloqueio energético imposto pela administração do presidente Donald Trump.
Ávila é próximo da ditadura do Irã. Após a morte do líder do grupo terrorista Hezbollah Hassan Nassarallah, Ávila viajou para Beirute para participar do seu funeral.
O Hezbollah é financiado pelo Irã.
Ávila também já falou em eventos pró-Palestina no Irã e no Brasil.
Nas redes sociais, já divulgou orgulhoso que recebeu uma homenagem da Embaixada do Irã no Brasil pelo seu “trabalho de comunicação e solidariedade com a causa palestina“.
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