Crusoé: Um monstro a menos
Ali Khamenei ordenou atentados terroristas, prisões arbitrárias, torturas e estupros. Só faltou a bomba nuclear para realizar seus desejos macabros
A eliminação do líder supremo Ali Khamenei por um bombardeio no sábado, 28 de fevereiro, retirou de cena um ditador carniceiro, evitando que ele realizasse novas atrocidades em nome da religião.
Khamenei é o responsável direto por dezenas de milhares de mortes no Irã, no Líbano, na Argentina, em Israel e vários outros países.
Ele foi o comandante da Guarda Revolucionária, uma entidade independente das Forças Armadas iranianas que deve lealdade total ao líder supremo.
Khamenei, que assumiu o posto em 1989, ajudou a consolidar grupos terroristas como o libanês Hezbollah, o palestino Hamas, os Houthis do Iêmen e as brigadas xiitas no Iraque.
Em 1992, o Hezbollah detonou um carro-bomba em frente à embaixada israelense em Buenos Aires, matando 29 pessoas. Dois anos depois, destruiu o prédio da Associação Mutual Israelita Argentina, a Amia, matando mais 85.
O grupo também se envolveu em conflitos no Líbano. O assassinato de Rafic Hariri, um dos principais líderes civis do país, em uma explosão, foi obra do Hezbollah, em 2005. Vinte e duas pessoas morreram.
Na guerra da Síria, que matou 500 mil pessoas, o Hezbollah apoiou o ditador Bashar Assad, que mandava lançar bombas de fragmentação em bairros civis.
Mísseis enviados contra o norte de Israel forçaram o deslocamento de 70 mil civis após o atentado terrorista no sul de Israel, em outubro de 2023.
Milícias basij
Khamenei deu poder total às milícias basij, que são controladas pela Guarda Revolucionária e formadas por iranianos das classes mais baixas.
Usadas diariamente para reforçar o comportamento islâmico nas ruas, as basij passaram a ser cada vez mais empregadas como forças paramilitares para reprimir violentamente protestos contra o regime.
Nas manifestações contra a crise econômica que começaram no final do ano passado, entre 6 mil e 40 mil pessoas foram assassinadas.
Milicianos basij incendiaram a saída de centros comerciais…
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