Ataque massivo da Rússia mata crianças e destrói bairros em Kiev
Ofensiva de 48 horas combina drones e mísseis, destrói mais de 180 instalações e contradiz discurso de paz de Putin
Na madrugada desta quinta-feira, 14, a Ucrânia registrou o bombardeio aéreo mais intenso desde o início do conflito com a Rússia.
Em menos de 48 horas, Moscou disparou 1.567 armamentos — entre drones e mísseis — contra Kiev e outras regiões do país, deixando ao menos 27 mortos e dezenas de feridos. O ataque ocorreu dias após o ditador russo Vladimir Putin afirmar que a guerra caminhava para o encerramento.
Capital concentra os principais danos
Kiev foi o alvo central dos ataques noturnos. Segundo a Folha de S.Paulo, ao menos 21 pessoas morreram na capital, entre elas três crianças, após um míssil russo do modelo Kh-101 — recém-fabricado, segundo análise inicial das autoridades ucranianas — atingir um prédio residencial de nove andares, destruindo uma seção inteira do edifício. O prefeito Vitali Klitschko anunciou luto oficial para a sexta-feira, 15.
Mais de 1.500 socorristas foram mobilizados em todo o território ucraniano para atender às vítimas, sendo cerca de 600 deles na capital. No total, 180 instalações foram danificadas em diferentes regiões, incluindo mais de 50 edifícios residenciais.
Infraestrutura e cidades do interior também são afetadas
Os ataques não se limitaram à capital. Em Kharkiv, segunda maior cidade do país, 28 pessoas ficaram feridas, entre elas três crianças, após bombardeios contra infraestrutura civil. O fornecimento de energia elétrica foi interrompido em 11 regiões.
Instalações portuárias na região de Odessa e trechos ferroviários também foram alvejados. Um veículo da ONU destinado a missão humanitária na cidade de Kherson foi atingido por disparos de drones.
Zelenski cobra resposta internacional
O presidente ucraniano Volodimir Zelenski classificou o ataque como uma contradição direta às declarações russas de intenção de paz: “Essas definitivamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim”, afirmou. Ele pediu que aliados não guardem silêncio diante do ocorrido e redobrem o apoio à defesa aérea ucraniana.
O chanceler Andrii Sibiha cobrou pressão coordenada de Washington e Pequim sobre Moscou:“Tenho certeza de que os líderes dos EUA e da China têm influência suficiente sobre Moscou para dizer a Putin que finalmente acabe com a guerra”, escreveu nas redes sociais — no mesmo dia em que o presidente americano Donald Trump chegava à China para encontro de Estado com o líder Xi Jinping.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Até quando o ditador russo vai tripudiar do planeta Terra? Humanidade ele não tem mais... Se é, q a teve algum dia!
Andre Luis dos Santos
15.05.2026 03:32Os CANALHAS do Itamaraty e o VAGABUNDO de nove dedos vao dizer alguma coisa? Algum tipo de comentário condenando a acao do "Putinho"?