“O SBT não tem partido”, diz Ratinho
Apresentador defende a emissora após críticas de Zezé di Camargo e entrevista Flávio Bolsonaro em esforço para demonstrar isenção
O apresentador Ratinho (foto) mediou em seu programa, na noite de segunda-feira, 15, uma entrevista com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conduzida em tom eleitoral e clima de redução de danos, que contou até com a participação de Sérgio Mallandro.
A conversa serviu para que o filho 01 de Jair Bolsonaro seguisse reforçando sua construção como um político moderado, em contraste com o pai, para tentar viabilizar uma candidatura presidencial.
Do lado do SBT, a entrevista foi claramente parte da tentativa de reparar a impressão dada durante o lançamento do SBT News, de que a emissora fundada por Silvio Santos está do lado do governo Lula. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também deu entrevista, ao SBT News.
Antes da conversa com Flávio, Ratinho abriu o programa com um editorial, para dizer que “o SBT é isento”, o que justificou aos olhos de seus espectadores ao chamar Flávio para conversar.
O editorial
“Nossa emissora sofreu uma série de críticas incentivadas por um país dividido. Lamentavelmente, a força das redes sociais impulsionou a falsa ideia de que o SBT é uma televisão voltada para um dos lados políticos, sendo esquerda ou de direita. Este é o maior exemplo [de] que o Brasil precisa urgentemente ser repensado. As opiniões, as ideologias políticas, são respeitadas”, iniciou o apresentador, acrescentando:
“O SBT não tem lado, gente, nunca teve. O SBT não tem partido, nunca teve. O SBT é isento. Transformar o momento do lançamento de um canal de notícias, o SBT News, em fanatismo político é uma atitude que beira ignorância. O SBT respeita os poderes constituídos. Até mesmo por educação, pluralidade, convidou para essa solenidade autoridades de todos os poderes, de todas as linhas de pensamento, sejam de direita, centro ou esquerda. O SBT seguirá sempre os princípios determinados pelo Silvio Santos, o criador dessa emissora.”
Era o amor
O fato de a solenidade de lançamento do SBT News ter sido o primeiro evento público de Lula e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes após a retirada das sanções da Lei Magnitsky, instalou o desconforto entre os bolsonaristas, mas a crise foi deflagrada mesmo após o cantor sertanejo Zezé di Camargo pedir para seu especial de Natal no SBT não ir ao ar.
O protesto de Zezé levou a presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, a publicar uma carta aberta em defesa da empresa e a cancelar a exibição do especial de Natal de Zezé.
Leia mais: É o amor pelo governo, Zezé
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Comentários (1)
Rosa
16.12.2025 10:27Com certeza! Aliás, nem a Globo......