Kanye West pede perdão a rabino após música “Heil Hitler”
Em vídeo, artista diz estar “assumindo responsabilidade” e atribui ofensas a quadro bipolar; líder judaico aceita pedido e fala em chance de reparação
O rapper Ye, ex-Kanye West, se reuniu em Manhattan com o rabino cabalista Yoshiyahu Yosef Pinto, pediu desculpas por declarações antijudaicas e afirmou buscar reparação.
No vídeo divulgado, ele afirma estar dando um “primeiro passo” para reconstruir a saúde mental e a relação com a comunidade judaica.
A reunião foi confirmada por veículos americanos que publicaram trechos da conversa e do abraço final entre os dois, segundo o New York Post, na sexta, 7, e o The Independent, no sábado, 8.
No vídeo, Ye afirma sentir-se “abençoado por poder sentar e assumir responsabilidade” e associa comportamentos a um diagnóstico de transtorno bipolar.
“Eu estava lidando com várias questões… o bipolar me levava a extremos”, disse ao rabino, de acordo com os registros divulgados. Em resposta, Pinto declarou que o judaísmo prevê caminhos de correção para quem tem arrependimento sincero e chamou o músico de “um homem muito bom”, segundo os mesmos relatos.
A movimentação ocorre meses após Ye lançar, em 8 de maio, a música “Heil Hitler”, também divulgada em vídeo na rede X.
O refrão inclui o verso “Nigga, heil Hitler”, o que provocou reações amplas e remoções de cópias não autorizadas em plataformas, segundo a cobertura cultural do The New Yorker, em junho
Desde então, o artista enfrentou novas críticas públicas e restrições a conteúdos relacionados à faixa em serviços digitais citados por jornais americanos.
Os desdobramentos não se limitaram às redes. Em julho, autoridades australianas cancelaram o visto do rapper após a música, em decisão anunciada pelo governo local e noticiada pela Associated Press, que citou a lei migratória do país e a avaliação de que a obra promove símbolos e mensagens nazistas.
A medida se somou a consequências comerciais registradas desde 2022, quando declarações do artista já haviam provocado perdas de parcerias e contratos, como relembrou a imprensa americana.
A fala mais recente de Ye retoma tentativas anteriores de recuo.
Em maio, semanas após a faixa, ele declarou estar “deixando o antissemitismo” e pediu perdão “pela dor causada”, conforme noticiado pelo New York Post em 23 de maio.
A Anti-Defamation League, entidade judaica dos EUA, manteve ceticismo à época, apontando a recorrência dos episódios. Agora, ao procurar um líder religioso para um gesto público de retratação, o músico tenta credenciar uma nova etapa.
Rabino Pinto enfatizou que arrependimento exige prática contínua. “A grandeza está em consertar”, disse, de acordo com os trechos divulgados.
Ye definiu a reunião como marco inicial para “limpar as próprias bagunças”.
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Comentários (1)
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
13.11.2025 11:18Será que ele acredita que estaria confortável na Alemanha nazista?