Governo confirma salário mínimo de R$ 1.621 a partir de 2026
Reajuste de R$ 103 deve adicionar R$ 43,2 bilhões às despesas obrigatórias no próximo ano
O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou nesta quarta-feira, 10, que o salário mínimo passará para R$ 1.621 em 2026.
O novo valor representa um aumento de R$ 103 em relação aos atuais R$ 1.518.
O reajuste segue a regra que soma dois indicadores: a inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro, conforme determina a Constituição e o crescimento real do PIB de dois anos antes — no caso de 2026, o PIB de 2024, que avançou 3,4%.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Diese, o salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil.
Mais gasto
O aumento do salário mínimo pressiona as contas públicas.
Isso porque todos os benefícios previdenciários, além do abono salarial e do seguro-desemprego, precisam ser reajustados para acima do mínimo.
Cálculos do governo indicam que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera cerca de R$ 420 milhões em despesas adicionais em 2026.
Assim, o reajuste de R$ 103 previsto para o próximo ano deve acrescentar aproximadamente R$ 43,2 bilhões às despesas obrigatórias.
O crescimento desses gastos reduz a margem para as despesas “livres”, os chamados gastos discricionários, o que pode limitar a execução de políticas públicas do governo federal.
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