Efeito Flávio Bolsonaro sacode mercado

17.01.2026

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Efeito Flávio Bolsonaro sacode mercado

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José Inácio Pilar
3 minutos de leitura 09.12.2025 16:51 comentários
Economia

Efeito Flávio Bolsonaro sacode mercado

Candidatura de Flávio Bolsonaro pressiona dólar e afasta investidores, mas vai alterar decisão do Banco Central sobre juros em janeiro?

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José Inácio Pilar
3 minutos de leitura 09.12.2025 16:51 comentários 2
Efeito Flávio Bolsonaro sacode mercado
Reprodução: YouTube

O avanço do dólar ganhou novo fôlego desde a última sexta-feira, quando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência de 2026 entrou no radar dos investidores e empurrou o mercado para uma posição mais defensiva.

A alta da moeda americana, porém, não deve mudar o rumo da decisão de juros do Banco Central em janeiro, segundo agentes do mercado que avaliam que o efeito político é real, mas insuficiente para alterar a estratégia de curto prazo do Copom.

Com o dólar oscilando perto dos R$ 5,47, o choque de humor ficou nítido na B3, que registrou saída de capital estrangeiro e queda nos principais índices.

A leitura dominante é que a entrada de Flávio na disputa torna mais incerto o tabuleiro da direita, sobretudo por pressionar Tarcísio de Freitas, apontado como nome competitivo contra Lula em 2026.

Investidores preferem candidaturas claras, previsíveis e com sinalização econômica mais definida, algo que a movimentação recente ainda não oferece.

Há quem entenda que o esse comportamento do mercado também se dá pelo temor de divisão entre candidaturas de centro e de direita, pois fortaleceria as chances de reeleição de Lula, cuja gestão fiscal, com déficits e dívida pública crescentes, preocupando.

Mesmo assim, o BC não deve usar pontos fora da curva como referência. A governança do Copom tem por hábito focar na média dos últimos dez dias úteis, o que colocaria, hoje, o câmbio mais perto dos R$ 5,40.

Esse distanciamento entre ruídos políticos e parâmetros técnicos reduz a chance de o episódio interferir na taxa Selic em janeiro, quando a autoridade monetária ainda tentará calibrar as expectativas de inflação antes de avaliar se há espaço para um corte.

O episódio de Flávio Bolsonaro serviu também para lembrar que o mercado segue sensível a sinais políticos em um ambiente mundial ainda restrito, com juros ainda altos nos Estados Unidos, ainda que em queda, mantendo o fluxo mais seletivo para países emergentes.

A tensão por aqui apenas acentuou esse cenário, reforçando a busca por proteção e movimentos que devem persistir enquanto a corrida eleitoral não ganhar contornos e candidatos mais claros.

O mercado vai continuar testando cenários e ajustando posições à medida que novos capítulos surgirem, atento a qualquer sinal capaz de redefinir o ritmo das apostas políticas e econômicas no curto prazo mesmo.

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José Inácio Pilar

Âncora do telejornal diário "Meio Dia em Brasília", também roteiriza e apresenta o programa de entretenimento "Café Antagonista" todos os sábados às 10h e às 16h, além de assinar colunas de automobilismo e de entretenimento.

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Comentários (2)

Ita

09.12.2025 19:10

Esses bos*onarios são os maiores cabo eleitorais de *ula.


Osmair Mendonça

09.12.2025 17:53

A ideia da família é criar insegurança e quem sabe, reeleger Lula.


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