Crusoé: Um pedido (repetido) do Copom ao governo Lula
Comitê do BC manifestou preocupação com "esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal" e com a dívida pública
O Comitê de Polícia Monetária (Copom) do Banco Central voltou a alertar o governo Lula para a necessidade de “uma política fiscal que contribua para a redução do prêmio de risco e atue de forma contracíclica” nos esforços “para a convergência da inflação à meta”.
O presidente do BC mudou na virada do ano, e, mesmo tendo no comando Gabriel Galípolo (foto), indicado por Lula, no comando de suas reuniões, o Copom segue pedindo auxílio ao governo para controlar a alta nos preços, como ocorria quando a instituição era presidida por Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro.
“O Comitê segue utilizando a política fiscal como insumo em sua análise e, dada a política fiscal corrente e futura, adotará a condução de política monetária apropriada para a convergência da inflação à meta”, diz a ata do Copom divulgada nesta terça-feira, 13, para detalhar a decisão de elevar em meio ponto percentual a taxa básica de juros, para 14,75% ao ano.
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Disciplina fiscal e dívida pública
A ata segue, dizendo que “o Comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”.
“O Comitê, em sua análise de atividade, manteve a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, o debate do Comitê evidenciou, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas”, diz a ata.
Segundo o Copom, “as expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, mantiveram-se acima da meta de inflação em todos os horizontes, tornando o cenário de inflação mais adverso”.
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