“Vou governar para você também”, diz Flávio a indígena
Senador foi chamado de "entreguista" e "colonizador" por mulher
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi alvo de protesto de uma indígena no Congresso Nacional nesta quarta-feira, 8.
A mulher, que estava na Câmara dos Deputados, seguiu o senador aos gritos de “sem anistia” e o chamou de “entreguista” e “colonizador”. A crítica faz referência a uma fala de Flávio na CPAC, em que afirmou que a solução para a América passa pela exploração de minerais e terras raras do Brasil.
Ao caminhar em direção ao carro, Flávio respondeu: “Vou libertar os indígenas e vou governar para você também”.
Em seguida, entrou no veículo e enviou um beijo na direção da manifestante.a.
Flávio e Nikolas
Em reunião no PL nesta quarta, 8, Flávio recorreu a uma analogia esportiva para minimizar as recentes discussões entre setores do bolsonarismo envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira.
Flávio afirmou que cada aliado deve “jogar na sua posição”.
“Nós somos um time. Eu nunca vi um time jogar com 11 atacantes ou com 10 goleiros. Então, cada um jogando na sua posição, escalado naquela posição funciona melhor. (…) A gente tem que resgatar almas, a gente tem que resgatar pessoas.”
Antes do senador, Nikolas também buscou reforçar a ideia de unidade, afirmando que todos “jogam no mesmo time”, ainda que em “posições diferentes”.
“Obviamente todas as nossas candidaturas aqui, Flávio, vão te servir, né. Pra você realmente derrotar o PT, porque ninguém mais aguenta o Lula, ninguém aguenta mais a esquerda. Minas teve uma diferença, na eleição do seu pai [Jair Bolsonaro] de 50 mil votos. Ou seja, cada voto agora importa e a maneira como cada um faz campanha, né, eu digo que nós somos o mesmo time, com posições diferentes, mas contra o mesmo inimigo e o objetivo é só um: vencer. Então, é fazer uma pré-campanha inteligente.”
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