“Tudo funciona em nome da democracia”, diz Carluxo sobre Lulinha
Carlos Bolsonaro diz que já foi alvo de operações da Polícia Federal e pergunta por que Lulinha não sofre medidas semelhantes
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro, ironizou o fato de já ter sido alvo de diversas ações da Polícia Federal enquanto, segundo ele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, não foi submetido a medidas semelhantes, apesar de suspeitas envolvendo o nome do filho do presidente Lula no escândalo de fraudes bilionárias no INSS.
Em publicação nas redes sociais, Carluxo relatou operações de busca e apreensão e outras ações que classificou como intimidatórias. “Já sofri buscas e apreensões, fui intimidado uma infinidade de vezes pela Polícia Federal, invadiram minha casa, helicóptero cumprindo determinações, levaram coisas pessoais, que não tenho até hoje e muito mais. Tudo isso sem eu, ou qualquer pessoa de bom senso, saber o verdadeiro motivo de nada”, escreveu.
Na sequência, o ex-vereador comparou sua situação à do filho do presidente, citado em apurações relacionadas ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
“Por que, até hoje, nada disso aconteceu com o filho do Lula, visto que, em tese, está envolvido até os dentes com desvios de dinheiro do INSS, de velhinhos e outros absurdos? Obviamente, tudo funciona em nome da democracia!”, afirmou.
As declarações ocorrem após novas revelações sobre o papel de operadores ligados ao esquema. Reportagem do Estadão apontou que o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, teria custeado passagens de primeira classe e hospedagem de Lulinha em uma viagem a Portugal.
No Congresso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário. A sessão, realizada na última quinta, 26, terminou em confusão entre parlamentares e foi marcada por embates sobre o alcance das investigações. O pedido abrange movimentações financeiras recentes e busca esclarecer eventual conexão entre o filho do presidente e operadores do esquema.
Paralelamente, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia autorizado a quebra de sigilos bancários de Lulinha no âmbito das apurações conduzidas pela Polícia Federal. Apesar dessas medidas, não houve até o momento operações ostensivas de busca e apreensão ou conduções coercitivas envolvendo o empresário. A comparação feita por Carlos Bolsonaro reforça críticas da oposição sobre suposto tratamento desigual entre investigados.
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Comentários (1)
Assim como também aconteceu no início do governo do pai dele... quando o Brasil inteiro foi informado d q o Flávio Bolsonaro responderia por crime de peculato! O pai abraçou Tofolli, acabou com a Lava Jato... tudo em nome da democracia!