Toffoli esteve em Marília no mesmo dia de jato ligado a Vorcaro
Aeronave saiu de Brasília e pousou na cidade paulista no mesmo fim de semana em que ministro esteve no município
O ministro Dias Toffoli (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve em Marília (SP), sua cidade natal, no mesmo fim de semana em que uma aeronave ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro fez um trajeto entre Brasília e o município no interior paulista.
Os registros, analisados pelo Globo, constam em documentos oficiais e bases de dados de voo.
O avião, um Embraer Phenom 300, saiu de Brasília na manhã de 21 de março do ano passado e pousou em Marília no início da tarde, segundo a plataforma FlightRadar.
Dados da Anac indicam que Toffoli entrou no terminal executivo do aeroporto de Brasília por volta de 10h30 naquele mesmo dia.
Na mesma ocasião, houve deslocamento de agentes do TRT-2 até Marília para apoio de segurança e transporte de uma “autoridade do STF”, sem identificação.
A movimentação ocorreu entre 20 e 24 de março, segundo registros do tribunal.
Registros da Força Aérea Brasileira indicam ainda que o ministro embarcou em um voo que saiu de Marília em 24 de março com destino a São Paulo.
A aeronave transportava 19 passageiros antes da entrada de Toffoli e seguiu depois para Foz do Iguaçu (PR), onde autoridades participaram de uma agenda institucional.
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Relações entre Toffoli e Vorcaro
A Polícia Federal elaborou um relatório de cerca de 200 páginas sobre relações entre Toffoli e Vorcaro e o encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, em fevereiro.
O documento não levou à abertura de investigação sobre o ministro, mas resultou na retirada do caso de sua relatoria, transferida a André Mendonça.
Segundo a PF, há diálogos que mencionam possíveis repasses financeiros relacionados ao ministro, além de cerca de 10 encontros entre Toffoli e Vorcaro em Brasília entre 2023 e 2024, incluindo jantares e eventos sociais. O relatório não detalha o conteúdo dessas conversas.
As apurações também envolvem o resort Tayayá, no Paraná, do qual a família de Toffoli foi sócia por meio da empresa Maridt Participações. A PF investiga possíveis irregularidades em fundos ligados ao Banco Master e à estrutura empresarial associada a Vorcaro.
Toffoli não é investigado formalmente no caso. Qualquer avanço nesse sentido dependeria de autorização do próprio STF.
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