Toffoli diz não ver impedimento para ficar com caso Master

06.03.2026

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O Antagonista

Toffoli diz não ver impedimento para ficar com caso Master, e Fachin chama reunião

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Guilherme Resck
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Wilson Lima
4 minutos de leitura 12.02.2026 17:26 comentários
Brasil

Toffoli diz não ver impedimento para ficar com caso Master, e Fachin chama reunião

Presidente do Supremo vai comunicar aos demais integrantes da Corte o recebimento de relatório da PF e a resposta de Toffoli

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Toffoli diz não ver impedimento para ficar com caso Master, e Fachin chama reunião
Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira, 12, ao presidente da Corte, Edson Fachin, que não vê impedimento ou suspeição que faça com que seja necessária sua saída da relatoria das investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

O Antagonista apurou ainda que Fachin convocou uma reunião com os demais integrantes da Corte para comunicá-los tanto sobre o recebimento do relatório da Polícia Federal que aponta a existência de mensagens, ligações e até um convite de Toffoli a Daniel Vorcaro como sobre essa resposta de Toffoli.

Na sessão plenária desta quinta do Supremo, Fachin chegou a dizer que só haveria sustentação oral na sessão e, depois, um “diálogo entre os ministros deste tribunal”.

Pedidos de afastamento

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) chegaram a pedir à Procuradoria-Geral da República (PGR) o afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master.

Vieira quer que a PGR formalize a arguição de suspeição do ministro. A representação do congressista tem como base, entre outros pontos, a informação de que a PF identificou referências a Toffoli durante perícia em aparelhos celulares de Vorcaro.

“No dia 11 de fevereiro de 2026, tornou-se fato de notória e pública ciência que a Polícia Federal encaminhou ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Edson Fachin, um relatório sigiloso contendo dados extraídos do aparelho celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master”, diz o senador, no documento.

A Polícia Federal, diante da inequívoca importância do conteúdo periciado, levou o fato a conhecimento do Presidente do STF, Ministro Edson Fachin, por entender que o fluxo processual ordinário não seria suficiente para resguardar a integridade da investigação”, pontua.

“Nesse sentido, declarou o Diretor-Geral da PF na entrevista anteriormente mencionada que se trata de ‘questão técnica’, e prosseguiu dizendo que ‘não é uma questão legal, jurídica, e não compete à Polícia Federal arguir qualquer questão que não seja da sua competência. Isso o próprio Supremo, creio eu, saberá analisar, se for o caso de analisar, no momento oportuno’”.

O senador prossegue: “A existência de mensagens sensíveis no aparelho de Vorcaro, ainda que – repise-se – não tenham sido publicizadas, reforça as suspeitas de que o sigilo absoluto imposto pelo relator e outras decisões processuais atípicas pudessem estar servindo como mecanismo de proteção aos canais de transferência financeira que teriam, em tese, beneficiado o magistrado”.

Para o senador, há indícios que sugerem que a conduta de Toffoli infringiria a imparcialidade necessária, pois “as mensagens periciadas apontariam, ainda segundo a imprensa, indícios de proximidade e transações financeiras que poderiam caracterizar o interesse no julgamento da causa em favor de uma das partes”.

Alessandro Vieira ressalta que a suspeição também encontra respaldo no Código de Processo Civil, no contexto de interesse econômico direto e materializado através da empresa Maridt Participações S.A., controlada formalmente pelos irmãos de Toffoli, tendo o ministro integrado o seu quadro societário.

“A empresa em questão recebeu recursos vultosos provenientes da venda de participação no Resort Tayayá para o fundo Arleen, que integra a rede de investimentos controlada por Daniel Vorcaro. A existência de um vínculo comercial em que o julgador figuraria, em tese, como beneficiário de recursos pagos pelo investigado mitigaria de forma intensa a imparcialidade do Ministro Dias Toffoli”.

Segundo o congressista, o Código de Processo Civil estabelece ainda a suspeição por amizade íntima. “A análise criteriosa das mensagens poderia denotar proximidade virtualmente incompatível com a distância necessária entre o juiz e o réu em um processo que investiga potenciais crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro”.

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Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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Comentários (2)

Angelo Sanchez

12.02.2026 19:14

A bolha fétida da podridão do STF estourou e escancara um Supremo partidário, que descondenou um corrupto, que jogou no lixo a gang corrupta do mensalão e da lava jato, que condenou um Presidente da República, simplesmente porque ele denunciou as urnas eletrônicas e acabou sendo preso e responsabilizado por invasão dos três poderes como incentivador a um suposto golpe de estado.


12.02.2026 17:48

Os magistrados declaram Imposto de Renda?


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