Tarcísio exonera aliados de Derrite e amplia racha com bolsonaristas
Governador paulista afasta 14 indicados do ex-secretário de Segurança Pública, enquanto desafeto assume posto estratégico na pasta
A decisão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de exonerar 14 pessoas ligadas a Guilherme Derrite aumentou a percepção de um distanciamento entre a administração paulista e o bolsonarismo. As demissões ocorreram nesta quarta-feira, 4, e atingiram a estrutura da Secretaria de Segurança Pública.
Derrite deixou o comando da pasta no final de 2024 e representava o último vínculo direto do bolsonarismo no secretariado estadual. Integrantes próximos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se prepara para disputar a presidência, interpretaram o afastamento dos funcionários como uma ruptura deliberada.
Mudanças na cúpula da segurança
A tensão se agravou com a nomeação do coronel Henguel Ricardo Pereira para a secretaria-executiva da Segurança Pública, anunciada na segunda-feira, 12 de janeiro. Pereira, que comandava a Casa Militar, mantém relação conflituosa com Derrite.
Osvaldo Nico, atual titular da Segurança Pública, trabalhou como número dois de Derrite na mesma pasta. A relação entre ambos sofreu desgaste após as exonerações, segundo observadores do cenário político estadual.
Impacto nas alianças partidárias
Derrite retomou o mandato de deputado federal e deve concorrer ao Senado pelo Progressistas (PP). O partido cogitou romper com Tarcísio no mês passado, mas as conversas foram retomadas nos últimos dias.
A reaproximação entre PP e governo estadual teria influenciado a decisão de Tarcísio de promover as mudanças na Secretaria de Segurança. As alterações refletem o reposicionamento do governador em relação aos grupos que o apoiaram durante a campanha eleitoral de 2022.
A movimentação ocorre em momento de redefinição de forças políticas em São Paulo, com partidos avaliando estratégias para as eleições de 2026.
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