SP: Nova turma de agentes é treinada para combate à pobreza
Dez profissionais passam por formação para atuar no SuperAção SP; cada agente acompanhará ao menos 20 famílias por até dois anos, com incentivos que podem superar R$ 10 mil
O governo de São Paulo concluiu uma nova etapa de formação de agentes do SuperAção SP, programa social voltado à transformação de vidas e ao combate à pobreza.
A capacitação é conduzida pela Secretaria de Desenvolvimento Social, em parceria com a FGV Projetos, responsável pela contratação dos profissionais, e com a Fipe, que dá suporte técnico. Segundo a pasta, os agentes atuarão com atendimento domiciliar, planos familiares e uso de ferramentas digitais para monitoramento.
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social, dez agentes passaram por aulas teóricas e práticas sobre criação de vínculos, metodologias baseadas em evidências e elaboração de planos de desenvolvimento.
A secretária Andrezza Rosalém afirmou que o objetivo é garantir padronização do atendimento e foco em resultados. “Cada agente é um elo fundamental entre o poder público e as famílias em situação de vulnerabilidade”, disse. “Com o SuperAção SP, estamos criando um novo modelo de política social, centrado nas pessoas e orientado a resultados concretos”, acrescentou.
Entre os formandos, a pedagoga Vera Mercado foi selecionada para atuar em São Roque, na região administrativa de Sorocaba. Em relato divulgado pela secretaria, ela disse ter encontrado na iniciativa a oportunidade de unir experiência social e reconhecimento institucional. “Trabalhei com jovens em vulnerabilidade, medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua. Quando soube do SuperAção SP, pensei: é a minha chance de continuar ajudando as pessoas, com estrutura e reconhecimento”, afirmou.
A assistente social Sophia Frigi Pepato, designada para São Vicente, na Baixada Santista, também destacou o vínculo com o território. “Eu já morei nesse bairro e fui muito acolhida por todas as pessoas. Fico muito feliz de poder devolver esse carinho”, disse. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, os agentes elaborarão, com cada núcleo familiar, um Plano de Desenvolvimento Familiar, documento que define metas por integrante, priorizando inclusão produtiva, fortalecimento comunitário e acesso a saúde, educação, habitação e oportunidades de emprego e renda.
O modelo do programa é dividido em três módulos. O Proteger busca garantir acesso às políticas públicas disponíveis na região. O Desenvolver foca educação e capacitação profissional. O Incluir trata da inserção no mercado de trabalho pelo emprego formal ou pelo empreendedorismo, conforme o perfil de cada família, informou a secretaria.
A seleção inicial de agentes já começou a atuar em oito municípios: Barueri, Cabreúva, Campinas, Embu das Artes, Itaquaquecetuba, Paulínia, São Roque e São Vicente. Segundo o governo estadual, o trabalho parte da busca ativa de famílias em vulnerabilidade constantes no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, sem necessidade de deslocamento até unidades de assistência social. Cada profissional acompanhará ao menos 20 famílias, com visitas semanais, quinzenais ou mensais, conforme a necessidade.
O governo de São Paulo informou que o acompanhamento ocorrerá por dois anos, seguido de monitoramento por mais seis meses para verificar a manutenção dos avanços. Os auxílios e incentivos variam por perfil e etapa e, somados, podem ultrapassar R$ 10 mil ao longo do ciclo, de acordo com a secretaria.
A pasta disse ainda que uma nova turma de formação está prevista para o início de dezembro, ampliando a cobertura nos municípios que aderiram ao SuperAção SP.
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