Secretaria de Saúde de MG nega morte do “Sicário”
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão teria atentado contra própria vida após ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira, 4, a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Felipe Mourão” ou “Sicário“ do banqueiro Daniel Vorcaro.
Ele teria atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. Segundo a PF, “Sicário” foi encontrado desacordado na cela em que estava na Superintendência da PF em Minas Gerais.
“Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado a rede hospitalar para avaliação e para atendimento médico”, diz a nota divulgada mais cedo pela PF.
Horas depois, a Secretaria Estadual de Saúde de MG afirmou que não estava confirmada a morte de Luiz Philipe e disse que ele seguia em cuidados no CTI do Hospital João XXIII.
André Mendonça
Luiz Phillipi Moraes Mourão é citado em mensagens coletadas pela PF, que aparecem na decisão do ministro do STF André Mendonça desta quarta, 4, que ordenou ap risão preventiva de Vorcaro e Mourão, além de outros integrantes do grupo.
Era Mourão quem supostamente comandava o grupo “A Turma“, usado para intimidar jornalistas e adversários de Vorcaro.
Vorcaro pagava 1 milhão de reais por mês para o grupo, segundo a decisão de Mendonça.
Mourão era o “responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”.
“Os elementos reunidos indicam que LUIZ PHILLIPI exercia papel central na coordenação operacional de um grupo informal denominado ‘A Turma’, estrutura utilizada para realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários do grupo. Nesse contexto, o investigado organizava e executava diligências destinadas à identificação, localização e acompanhamento de pessoas que mantinham relação com investigações ou com críticas às atividades do grupo econômico ligado ao Banco Master”, afirmou o documento.
“Dar um pau nele”
A PF expôs a “dinâmica violenta” das conversas entre Vorcaro e Mourão, com uma troca de mensagens sobre um jornalista que havia publicado notícias contrárias aos interesses do dono do Master.
“MOURÃO: Esse [nome do jornalista] bate cartão todo domingo? hrs hein Lanço uma nova sua? Positiva.
DV: Sim.
MOURÃO: Cara escroto.
DV: Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.
MOURÃO: Vou fazer isto.”
Em outra mensagem, Vorcaro teria manifestado a vontade de mandar “dar um pau” no profissional.
“DANIEL VORCARO (DV): “Esse [nome do jornalista] quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
“MOURÃO pergunta: ‘Pode? Vou olhar isso…’. E, confirmando o animus de agressão, VORCARO responde: ‘Sim’.”
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Comentários (5)
Juarez Borges
05.03.2026 17:44Sabia muito neh...assim como outros mais...
Fabio
05.03.2026 12:53Só por tentar empurrar essa história, dá até pra desconfiar que participou do "suicídio".
Paula Cristina dos Santos Braga
05.03.2026 08:53Aguardando a PF explicar como ele se suicidou na cela...
Marian
04.03.2026 21:57Suicídio com 10 tiros ?
Denise Pereira da Silva
04.03.2026 21:51Não foi descoberto como Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi suicidado? Que conveniente esse “suicídio”, não?