Senadores pedem a Mendonça informações sobre monitorados por “milícia” de Vorcaro
Malta e Girão afirmam que elementos indicam possível existência de sistema de monitoramento de cidadãos e agentes públicos
Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) enviaram um ofício ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira, 6, pedindo informações sobre possíveis pessoas monitoradas por uma estrutura denominada “A Turma”, citada nas investigações da Operação Compliance Zero.
A operação apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Em nova fase dela, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso na quarta-feira, 4.
No ofício a Mendonça, os senadores afirmam que o pedido se baseia no interesse público, na proteção das instituições e na necessidade de transparência diante de fatos considerados de elevada gravidade institucional. O documento faz referência à decisão do ministro no processo Petição nº 15.556, relacionado à Compliance Zero.
De acordo com os parlamentares, elementos das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) apontam para a existência de “A Turma”, vinculada à organização criminosa investigada. O grupo teria atuado em atividades como vigilância, coleta de informações sigilosas, monitoramento de adversários e eventual intimidação de indivíduos considerados contrários aos interesses da organização.
Conforme os congressistas, esses elementos “indicam a possível existência de um sistema clandestino de monitoramento de cidadãos, jornalistas, empresários, agentes públicos e outras autoridades, circunstância que, por sua natureza, possui potencial de afetar diretamente a segurança pessoal de indivíduos eventualmente incluídos entre os alvos da referida estrutura”.
Dessa formas, eles pedem ao ministro que seja avaliada a possibilidade de divulgação ou ao menos comunicação às possíveis vítimas, da lista de pessoas identificadas nos autos como alvo dessas atividades, respeitando o sigilo processual e a preservação das investigações.
Malta e Girão ainda citam que mantêm atuação pública crítica às atividades relacionadas ao Banco Master e dizem que, por isso, não é possível descartar, em tese, a hipótese de também terem sido incluídos entre os adversários de investigados.
“A adoção de providência nesse sentido contribuirá para que pessoas eventualmente atingidas possam adotar medidas adequadas de proteção pessoal, bem como para assegurar a transparência e a confiança pública nas instituições responsáveis pela apuração dos crimes”, pontuam os senadores.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
08.03.2026 14:41Tá todo mundo em pânico. Oba!