“Se ganhar, terá meu total apoio”, diz Paulo Guedes sobre Flávio
Ex-ministro da Economia sinaliza alinhamento com pré-candidato do PL e prevê frente unificada da centro-direita nas eleições presidenciais
O ex-ministro da Economia Paulo Guedes declarou nesta sexta-feira, 6, que apoiará Flávio Bolsonaro (PL) na presidência da República, caso ele vença a eleição deste ano. A declaração foi feita durante o evento Advance 2026, organizado pela gestora Fami Capital, em São Paulo.
“Se ele ganhar, terá meu total apoio. Mas Zema, Caiado, Ratinho Júnior, todos eles já tiraram fotos juntos, pois a centro-direita estará junta”, afirmou Guedes diante de uma plateia de investidores e empresários.
Bloco político: centro-direita unida
A declaração de Guedes veio em resposta a uma pergunta sobre pesquisas eleitorais que colocam Flávio Bolsonaro à frente de outros nomes. O ex-ministro disse respeitar os números, mas deixou claro que seu apoio está condicionado ao resultado das urnas, não à escolha do candidato.
Além de Flávio Bolsonaro, Guedes mencionou os governadores Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Júnior (Paraná) como parte de um bloco político que, segundo ele, tende a se unir no espectro da centro-direita.
Bloco econômico: “fiscal pandêmico sem pandemia”
A maior parte da apresentação de Guedes no evento foi dedicada ao cenário econômico global. Para o ex-ministro, o mundo atravessa um período de ruptura da ordem liberal que predominou nas últimas décadas, substituída por uma lógica que ele descreve como “paz através da força, em que manda quem pode e obedece quem tem juízo”.
Guedes avaliou que esse momento representa tanto riscos quanto oportunidades para países emergentes. Na sua leitura, as Américas estão em posição de ganhar protagonismo: “As Américas vão emergir, é a turma que estava submersa”.
Sobre o Brasil, o ex-ministro de Jair Bolsonaro reconheceu avanços, mas alertou para a deterioração da relação dívida/PIB. Ele classificou a situação fiscal brasileira como “pandêmica sem pandemia”, referindo-se ao nível de gastos públicos mesmo após o encerramento da crise sanitária. Ao mesmo tempo, defendeu que o país tem condições de crescer, desde que haja uma aliança funcional entre liberais e conservadores.
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Comentários (1)
Fabio
06.03.2026 22:45Farsante