“Sai tachado de lavador de dinheiro”, diz Moro sobre presidente da Amar Brasil
Américo Monte Júnior compareceu à CPMI do INSS com habeas corpus e deixou de responder à maioria dos questionamentos
O senador Sergio Moro (União-PR) disse nesta quinta-feira, 4, que o presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Américo Monte Júnior, sai da CPMI do INSS “tachado de lavador de dinheiro profissional“. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito fez a oitiva de Américo Júnior, mas ele compareceu com um habeas corpus garantindo o seu direito ao silêncio e, dessa forma, deixou de responder à maioria dos questionamentos, postura que foi criticada por Moro.
“A Amar Brasil recebeu 316 milhões de reais, segundo um quadro que eu tenho aqui, de descontos associativos de aposentados e pensionistas. Noventa e nove porcento, segundo ali apresentado pelo relator, não concordam com esses descontos. O senhor não sabe me dizer o que a Amar Brasil fazia, embora fique claro para mim que o senhor tem ingerência nessa empresa e o seu pai não sei se é laranja, pessoa interposta ou trabalha ali de alguma maneira, mas, enfim, o senhor não sabe me dizer”, pontuou o parlamentar, se dirigindo ao depoente.
“Aí a sua empresa pessoal recebeu 25 milhões de reais da Amar Brasil Clube. Ou seja, o fluxo do dinheiro está indo para o senhor, para a sua empresa, o senhor não responde o que ela faz. O que nos leva à conclusão aqui, senhor Américo, que o senhor está lavando dinheiro“.
Moro prosseguiu: “Na outra ponta aqui, foi feita a ligação com empresas controladas por funcionários do INSS, como [Alessandro] Stefanutto. É isso, então, que a gente vai sair daqui com a impressão? O Brasil vai sair com essa impressão do senhor: eu lavei dinheiro de aposentados e pensionistas e paguei, com isso, suborno para funcionários do INSS. Esse é o seu trabalho, senhor Américo, ou o senhor gostaria de esclarecer alguma coisa?”.
O depoente, então disse que no momento certo vai responder. “O momento certo é agora. Quem tem a verdade ao seu lado, quem tem os fatos pode chegar aqui e falar. Se não tem, aí realmente fica na postura como o senhor. Todo mundo sabe isso. Não lhe critico por exercer o direito ao silêncio, é o seu direito, mas o senhor sai daqui tachado de lavador de dinheiro profissional, porque o senhor não tem nenhuma explicação“, rebateu o senador do União Brasil.
Moro insistiu em saber se o depoente tinha o interesse de fazer algum esclarecimento, mas o presidente da Amar Brasil disse que preferia se manter em silêncio.
O depoimento foi o último que a CPMI realizou neste ano. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), disse que Monte Júnior deveria estar preso no sistema prisional federal por envolvimento no esquema de descontos não autorizados em aposentarias e pensões.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (3)
Rosa
05.12.2025 10:29Desde quando vc está no Brasil Fegyveres?
ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES
04.12.2025 19:55Fatos absurdos estão ocorrendo neste governo do Lulê da Silvx, as quantias absolutamente altas roubadas 24h/dia, 365dias/ano durante 100% do mandato com ministros, presidentes e alto escalão escolhidos pelo mais alto mandatário do Brasil não podem ficar impunes! Lula precisa responder agora, no palanque, como ele pôde deixar isso acontecer? Os repórteres precisam solicitar entrevistas com Lula, não podem deixá-lo à vontade, ou é muita incompetência ou é roubo. Vai ficar por isso mesmo?
Ita
04.12.2025 18:36Esses rolos do INSS, que não são de hoje, sempre tem muita gente importante e com poder no meio e no final não dá em nada ou, no máximo, alguns "lambaris" serão punidos.