Ramagem é interrogado por videoconferência e acusa Moraes de parcialidade
Ex-deputado optou por ficar em silêncio em alguns momentos da oitiva
O deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi interrogado na quinta-feira, 6, por videoconferência perante uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O depoimento durou cerca de 50 minutos, e o vídeo não entrou nos autos do processo.
Durante a oitiva, Ramagem acusou Moraes de ser um magistrado parcial e de conduzir uma “farsa” contra ele. Segundo a ata da audiência, o ex-deputado respondeu a questionamentos da juíza, mas optou por manter silêncio em alguns momentos.
Em nota, o advogado de defesa, Paulo Cintra, afirmou:
o garantias constitucionais de estatura máxima. Atento a isso, o Ministro Relator designou audiência de instrução nos autos da AP 2737, assegurando ao réu o direito de ser interrogado por videoconferência, em consonância com precedentes da Suprema Corte. Na audiência, realizada em estrita observância ao devido processo legal, o réu respondeu a questionamentos apresentados pela juíza auxiliar, pelo membro do MPF e pelo advogado de defesa, reafirmando a improcedência das imputações”, diz.
Condenação
Ramagem foi condenado pelo STF a mais de 16 anos de prisão, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Como ele perdeu o mandato em dezembro de 2025 por decisão da Mesa Diretora da Câmara, Moraes reabriu o processo contra Ramagem.
O ex-deputado também responde outro processo por ter fugido para os Estados Unidos.
Em janeiro, o Itamaraty enviou aos Estados Unidos o pedido de extradição de Ramagem feito pelo Ministério da Justiça.
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