Quanto custa um esconderijo nas favelas do RJ
Investigações apontam que pelo menos 15 lideranças do Comando Vermelho de Mato Grosso estão escondidas nas favelas na capital fluminense
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro, afirmou que faccionados com Comando Vermelho (CV) de Mato Grosso pagam até 80 mil reais por mês para se esconder nas áreas dominadas pela facção criminosa no Rio de Janeiro, registrou a Folha de S.Paulo.
As investigações apontam que pelo menos 15 lideranças do CV mato-grossense estão em esconderijos nas favelas do Rio.
Os criminosos pagam 50 mil reais em dinheiro. O restante é pago com fuzis, cujos valores variam entre 20 mil e 30 mil reais.
Segundo a Promotoria, 16 armas de grosso calibre foram enviadas do Mato Grosso para o Rio de Janeiro somente em 2025.
Os faccionados estão escondidos na Rocinha, Vidigal, Penha e Complexo do Alemão.
Relação de parceria e dependência
“Eles foram para o Rio porque aqui a polícia entra em qualquer lugar. Lá, não. É um território dominado, como a Faixa de Gaza– o Estado não tem soberania”, disse o promotor-chefe do Gaeco, Adriano Roberto Alves.
“Eles mandam fuzis e drogas em troca de refúgio. É uma relação de parceria e dependência. Pagam caro por essa proteção e, em troca, continuam mandando no tráfico de Mato Grosso à distância”, acrescentou.
Três dos 15 foragidos são apontados como lideranças do Comando Vermelho em Cuiabá, além de cidades do Norte e Noroeste de Mato Grosso.
O CV em Mato Grosso
O Comando Vermelho é a maior facção criminosa em atividade no estado de Mato Grosso.
O Ministério Público estima que a facção criminosa tenha cerca de 10 mil integrantes.
Por mês, ela movimenta mais de 1 milhão de reais por mês no estado.
Megoperação no Rio
Quando deflagraram a megaoperação de combate à expansão territorial do Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão, em 28 de outubro, as forças de segurança do Rio de Janeiro neutralizaram 117 “narcoterroristas”, dos quais 62 eram naturais de outros estados.
Entre os 113 presos pela polícia na Operação Contenção, 33 eram de outros estados e 54 já possuíam anotações criminais.
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