Planalto e aliados de Bolsonaro falam em ‘margens’ para revogação de Magnitsky
Nesta semana, Donald Trump e o presidente Lula conversaram por telefone durante 40 minutos e discutiram as sanções ao STF
Integrantes do Itamaraty e até mesmo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro admitem que há margens para que o governo Donald Trump revogue a aplicação da Lei Magnitsky, imposta esse ano ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
O acordo para uma possível revogação da Magnitsky, no entanto, não é tão simples assim. Conforme apurou O Antagonista, ela passaria por basicamente dois pontos: o Brasil autorizaria os Estados Unidos a explorar terras raras no país e haveria um acordo para que o Supremo não interferisse na atuação das big techs no Brasil. É importante lembrar que o X foi bloqueado no Brasil no ano passado por determinação do próprio Moraes.
Nesta semana, Trump e o presidente Lula conversaram por telefone durante 40 minutos. Segundo comunicado do Itamaraty, eles tiveram uma “conversa produtiva” sobre temas da agenda comercial, econômica e de combate ao crime organizado.
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta terça-feira, 2 de dezembro, às 12h de Brasília, para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Numa chamada que durou 40 minutos, ambos tiveram uma conversa muito produtiva e trataram de temas da agenda comercial, econômica e de combate ao crime organizado”, disse o Ministério de Relações Exteriores na terça-feira última.
Depois, em postaram na rede Truth Social, o próprio Trump declarou que conversou com Lula sobre as sanções impostas a autoridades brasileiras.
“Tivemos uma conversa muito produtiva com o Presidente Lula do Brasil. Entre os assuntos discutidos, estiveram o comércio, como nossos países poderiam trabalhar juntos para combater o crime organizado, as sanções impostas a diversas autoridades brasileiras, tarifas alfandegárias e vários outros temas”, declarou Trump.
Trump destacou que a relação entre os dois começou a ser construída durante uma reunião na Assembleia Geral da ONU, em setembro, e que “muitas coisas boas virão dessa parceria”.
Naquele encontro, o republicano admitiu ter gostado do brasileiro e disse ter havido uma “excelente química” com o petista.
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Comentários (1)
Fabio B
05.12.2025 19:53O acordo com o Lula deve estar muito bem costurado, ainda mais que terá a vitória facilitada com o Rachador bolsonaro na eleição.