PL não orientará bancada na Alerj sobre prisão de Bacellar, diz líder da Câmara
"Cada um exerça o seu voto com o seu entendimento pessoal", afirmou o deputado Altineu Côrtes
Altineu Côrtes, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, afirmou nesta quinta-feira, 4, que a sigla não irá orientar os deputados estaduais da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) como votar sobre a prisão preventiva do presidente afastado da Casa, Rodrigo Bacellar (União).
Segundo o parlamentar, a detenção de Bacellar “é um assunto extremamente delicado e muito triste”.
“O nosso estado está passando por esse momento novamente, mas a minha orientação aos deputados estaduais é que cada um exerça o seu voto com o seu entendimento pessoal. O presidente Bacellar foi eleito com unanimidade, exerce grande relação pessoal com muitos deputados. Então, a orientação nossa é que cada um vote como queira votar”, disse.
“Uma ação como essa pode ter muitos desdobramentos. Tanto no caso do presidente da Assembleia quanto no do TH Joias, isso pode gerar diversas consequências. A relação pessoal que ele exerce como força política tem muito peso. Cada deputado vai responder pelo seu voto”, acrescentou.
A previsão é que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se reúna na próxima sexta-feira, 5, para deliberar o assunto.
O deputado Rodrigo Amorim (PTB) deve ser o relator.
Alerj aguarda STF
A Alerj ainda não tem certeza de que o material entregue pela Polícia Federal sobre a prisão de Bacellar atende à exigência legal de notificação formal para que o Parlamento inicie o rito de análise da detenção.
O deputado estadual Alexandre Knoploch, vice-líder do PL e aliado de Bacellar, afirmou que a Procuradoria da Casa entrou em contato com o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para buscar esclarecimentos.
“A Procuradoria está entrando em contato com o gabinete do ministro Alexandre de Moraes para entender se essa comunicação da Polícia Federal é a comunicação oficial para a Casa. A lei diz que tem que vir com os autos do processo. Não vieram os autos, só a decisão. Precisamos saber se vamos julgar com base apenas na decisão ou se teremos acesso a todo o processo”, disse.
Prisão de Bacellar
Bacellar foi preso nesta quarta, 2, suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, que culminou na prisão do ex-deputado estadual TH Joias em setembro.
A prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Além da prisão preventiva, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão e um mandado de intimação para cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão.
Segundo a PF, a “atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun”.
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