PF faz buscas em endereços ligados ao dono do Banco Master
Daniel Vorcaro é alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira, 14, buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro (foto), dono do Banco Master.
A ação faz parte da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal, são cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam 5,7 bilhões de reais.
“As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”, informou a PF em comunicado.
Segundo a TV Globo, Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, foi detido nesta quarta, antes de embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Como a prisão só foi efetivada para a realização da operação, ele foi solto.
Os investigadores teriam encontrado indícios da captação de dinheiro, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e parentes.
Operação Compliance Zero
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro de 2025, quando sete pessoas foram presas, incluindo Vorcaro.
O banqueiro é apontado como o principal integrante do grupo responsável por ter promovido fraudes financeiras com um prejuízo estimado em 12 bilhões de reais.
O foco da investigação está na venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Segundo os investigadores, a instituição financeira emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado.
O retorno é considerado irreal pelas autoridades.
Liquidação do Banco Master
O Banco Central anunciou em 18 de novembro a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Em nota, a autoridade monetária explicou que o processo foi motivado “grave crise de liquidez” do conglomerado, além de “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jonathan de Jesus questionou o BC sobre a liquidação, dizendo haver indícios de que ela foi “precipitada”.
O TCU determinou a inspeção no processo de liquidação do Master.
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