PF aponta Rodrigo Manga como líder de esquema de corrupção em Sorocaba
Prefeito 'tiktoker' teria usado contratos de publicidade fictícios para lavar dinheiro
A Polícia Federal (PF) apontou o prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), como o líder de uma organização criminosa e beneficiário de esquema de corrupção envolvendo contratos públicos, segundo o G1.
De acordo com o relatório, a PF identificou indícios de que as atividades ilícitas começaram em janeiro de 2021, logo após Manga assumir o primeiro mandato. A PF afirma que o grupo usava contratos de publicidade falsos para dar aparência legal ao dinheiro supostamente obtido irregularmente.
“O investigado Rodrigo Manga, como se viu ao longo da descrição fática exposta na presente representação, é o líder do grupo criminoso investigado e principal beneficiário das práticas delitivas que ora estão em andamento. Dessa forma, a suspensão da função pública que ele ocupa se mostra de suma importância para interromper os crimes que estão sendo praticados no âmbito da Administração Pública Municipal de Sorocaba/SP”, diz trecho do relatório.
As investigações apontam que os contratos foram firmados pela 2M Comunicação e Assessoria, empresa da esposa do prefeito, Sirlange Rodrigues Frate, com pessoas jurídicas ligadas a outros investigados: a Sim Park Estacionamento EirelI, que pertence a Marco Silva Mott, e a Igreja Cruzada dos Milagres dos Filhos de Deus, de Josivaldo de Souza, cunhado de Manga, e de Simone Rodrigues Frate Souza, irmã de Sirlange.
“Nesse sentido, resta claro que os contratos de publicidade firmados pela empresa da esposa do Prefeito de Sorocaba/SP, o investigado Rodrigo Maganhato, com as pessoas jurídicas acima relacionadas, não passam de ficção, um estratagema elaborado com a finalidade de reinserir na economia formal os vultosos valores de origem ilícita, provenientes da atividade criminosa desenvolvida pelo grupo, intrinsecamente vinculada ao exercício do nobre cargo eletivo de prefeito municipal (…)”, diz o documento.
O afastamento de Manga, válido por 180 dias, foi determinado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região ao autorizar a segunda fase da Operação Copia e Cola, deflagrada pela Polícia Federal.
Defesa
Em nota, a defesa de Rodrigo Manga disse que a investigação “é completamente nula, porque foi iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade manifestamente incompetente”.
Já em vídeo no X, Manga afirmou que vai “vencer mais essa” e criticou o que chamou de tentativa de manchar a imagem:
“Mancharam a minha imagem. Jogaram um balde de água fria. Mas não é a primeira vez que acontece. Durante a campanha eleitoral, a esquerda tentou por cinco vezes a minha cassação. Eu venci todas. A população sorocabana me reelegeu com mais de 74% dos votos. Você conhece o meu trabalho graças às políticas públicas aqui de Sorocaba que viralizaram em todo o Brasil. Nós vamos vencer mais essa e vamos juntos fazer do Brasil o melhor país do mundo para se viver.”
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