Pacheco sai em defesa de Toffoli após carona em jatinho de advogado do caso Master
"O ministro ter compartilhado um voo privado na companhia de um advogado não faz dele suspeito ou impedido para julgar", afirmou o senador
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou nesta segunda, 8, que houve exagero nas críticas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), por viajar a Lima, no Peru, em um jato particular ao lado de um advogado envolvido no caso Master — investigação que está sob sua supervisão.
Segundo Pacheco, a carona não configura suspeição ou impedimento do ministro para julgar processos do caso.
“A circunstância de o ministro ter compartilhado um voo privado na companhia de um advogado não faz dele suspeito ou impedido para julgar processos que tenham esse advogado como patrono constituído, definitivamente”, disse Pacheco à Folha.
“Fosse assim, seria muito fácil, por conveniência ou ardil, gerar suspeição ou impedimento de um juiz para evitar que ele julgue uma causa”, acrescentou.
Pacheco também concordou com o caso envolvendo o Master estar sob sigilo no STF: “Se há menção a autoridade com foro e se o fato investigado se relaciona ao sistema financeiro nacional, tanto a preliminar competência do STF quanto o sigilo estão corretos”.
Carona
Segundo revelou a coluna Lauro Jardim, do jornal O Globo, a viagem ocorreu em 28 de novembro, um dia depois de Toffoli receber o caso Master no STF.
O retorno ao Brasil aconteceu dois dias depois, num domingo.
A comitiva viajou em aeronave do empresário Luiz Osvaldo Pastore, durante a final da Taça Libertadores.
Além de Toffoli, o jatinho levava mais de dez passageiros, entre eles o ex-secretário Nacional de Justiça Augusto Arruda Botelho, amigo do dono da aeronave e advogado de um dos diretores do Master.
A presença de Arruda Botelho chama atenção porque foi justamente um recurso apresentado por ele, em defesa de Luiz Antonio Bull, diretor de Compliance do Banco Master, que levou Toffoli a liberar acesso a todas as provas já produzidas pela Polícia Federal e consideradas de interesse do cliente.
Leia também: O que Dias Toffoli quer esconder no caso do Banco Master?
Concentração de poder
Na última quarta-feira, 3, Toffoli determinou assumir o controle sobre a investigação que mira o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A decisão concentra no magistrado a competência para avaliar e autorizar qualquer procedimento futuro referente ao inquérito.
O executivo é suspeito de envolvimento em um esquema de fraudes financeiras que teria gerado um prejuízo estimado em pelo menos R$ 10 bilhões.
Toffoli estabeleceu que “qualquer medida judicial há de ser avaliada previamente por esta Corte e não mais pela instância inferior”.
A resolução especifica que, “por supostamente envolver pessoa com prerrogativa de foro e função, conforme noticiado na mídia nacional”, toda diligência precisa da aprovação de Toffoli, que conclui: “Mantenho o sigilo decretado a fim de evitar vazamentos que obstaculizem as investigações”.
As apurações envolvendo Vorcaro começaram na Justiça Federal do Distrito Federal. O empresário chegou a ser preso, mas foi liberado por decisão da juíza Solange Salgado da Silva, do TRF-1, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica. O processo corre sob sigilo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (8)
Márcio Roberto Jorcovix
09.12.2025 16:17Empichado
Márcio Roberto Jorcovix
09.12.2025 16:17Se fosse o Moro a fazer metade Do que estes senhores de toga que não Valem o chão que pisam, já estaria empilhado e talvez até preso. Torço para que o Moro saia do União Brasil e vá para o Missão (MBL) ou Partido Novo e saia candidato a presidente pois não deixarão ele ser candidato a governador no Paraná.
Emerson H de Vasconcelos
09.12.2025 11:51Então, caso seja ministro, sabemos que não evitara caronas. Que argumento mais raso. Ah...sim!!!!! esqueci....os ministros preferem ele para compor a corte.
Marian
09.12.2025 09:30É injustificável Senador. Não foi uma viagem humanitária. A Lava Jato foi aniquilada por muito, muito menos, mas agora ao que parece, teremos um código, manual de conduta para o stf. A que ponto chegamos não é?
Luis Eduardo Rezende Caracik
09.12.2025 08:27Pois é. Demonstra mesmo não ter o estofo e o caráter necessários, e nem senso de ética, para ser ministro do STF.
Luiz Filho
09.12.2025 07:57O roto defende o rasgado. Capachecuzão não deixa saudade. Bicha enrustida.
ANDRÉ MOURA MOREIRA
09.12.2025 07:47Pacheco é decepcionante
Antonio Caio Alcântara Botellho
08.12.2025 19:58Uai. Então Moro podia conversar com Deltan?