O otimismo contido do governo com a sabatina de Messias
Aliados do presidente Lula acreditam que a margem de votos para a aprovação de Messias no Plenário e CCJ do Senado é pequena
Integrantes do Palácio do Planalto acreditam que a indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser aprovada tanto pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado quanto pelo plenário da Casa na próxima semana.
Apesar disso, aliados do presidente Lula acreditam que a margem de votos para a aprovação de Messias nos dois colegiados é pequena, algo que acendeu o alerta no Palácio do Planalto. A expectativa é que Messias seja aprovado por 44 ou 45 votos no plenário do Senado, uma margem relativamente estreia. O atual AGU precisa de 41 votos para chegar ao STF.
A sabatina de Messias, em um primeiro momento, foi marcada para 29 de abril. Depois, o relator da indicação, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), pediu para antecipar em um dia o escrutínio. Nesta terça-feira, porém, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), decidiu manter a sabatina dele para 29 de abril justamente com receio de que senadores não conseguissem chegar em Brasília na manhã da terça-feira da semana que vem.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também indicou à base governista na Casa que pode dar uma pequena ajuda a Messias. Para dar quórum à votação, Alcolumbre convocou a sessão do Congresso que vai discutir o PL da dosimetria para 30 de abril.
Oposição admite falta de votos para barrar Messias
Como mostramos, o vice-líder do PL no Senado, Jorge Seif, afirmou no início desta semana que a oposição não reúne votos suficientes para impedir a aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A indicação feita pelo presidente Lula deve ser analisada pelo Senado no dia 28 de abril.
Em entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, Seif fez um cálculo direto sobre o cenário no plenário. “Eu sou um único voto. A oposição vai ter de 25 a 30 votos contra, são insuficientes para barrar Jorge Messias. Nós precisamos de 41 votos negativos para barrar a indicação”, disse.
A avaliação indica que, mesmo com resistência, a oposição não alcança o mínimo necessário para rejeitar o nome indicado ao Supremo. Seif também reconheceu que Messias deve contar com apoio além da base governista. “Ele conta também com votos de senadores que se declaram opositores”, afirmou.
Leia mais: Um “termômetro” de votos do Senado sobre a indicação de Messias ao STF
Diante desse cenário, o parlamentar defendeu o fim do voto secreto em indicações ao STF, como forma de reduzir o risco de dissidências não assumidas publicamente. Na mesma entrevista, Seif também abordou a disputa interna no PL e defendeu a união das diferentes correntes do partido como estratégia eleitoral. O senador citou diretamente os grupos ligados a Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro, além do núcleo mais alinhado ao bolsonarismo tradicional.
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