Nikolas questiona vínculos de Toffoli e Moraes com Banco Master
“Quando um banco patrocina eventos com ministros da mais alta Corte do país, a pergunta é: isso é normal? Não”
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais nesta sexta-feira, 16, para criticar as relações dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o Banco Master.
Em vídeo, o parlamentar mencionou viagens de ministros do STF patrocinadas pela instituição financeira e questionou a normalidade dessas interações.
“Quando um banco patrocina eventos com ministros da mais alta Corte do país, a pergunta é: isso é normal? Não. Então por que ainda não gerou essa indignação em todo mundo?”, afirmou.
Nikolas também citou vínculos pessoais entre Toffoli e pessoas ligadas ao banco e levantou suspeitas sobre decisões do ministro em processos envolvendo o Master.
“Isso não são detalhes. Isso é nexo causal entre relação pessoal e decisões institucionais”, disse.
O deputado mencionou ainda a ligação de Moraes com o banco. Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, foi contratada para defender o Master. O contrato previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões e poderia render até R$ 129 milhões ao escritório da família até 2027.
“Esse caso está longe de ser encerrado, é nebuloso, cheio de decisões que precisam ser esclarecidas, que precisam ser explicadas. Não é um caso fechado, uma narrativa pronta, e muito menos algo que possa ser varrido para debaixo do tapete com recortes convenientes.”
Tudo para Toffoli
Na última quarta-feira, 14, a Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que cumpriu 42 mandados de busca e apreensão.
Além de Daniel Vorcaro, preso na primeira fase da operação e solto dez dias depois, foram alvo de buscas o pai, a irmã e o cunhado do dono do Banco Master.
O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, chegou a ser detido antes de embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A PF também fez buscas em endereços ligados ao empresário Nelson Tanure e ao investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos.
Vai e vem do ministro
Toffoli reclamou da demora da PF para deflagrar a segunda fase da Operação Compliance Zero.
“Causa espécie a esse relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa, como a falta de empenho no cumprimento da ordem judicial para a qual a Polícia Federal teve vários dias para planejamento e preparação, o que poderá resultar em prejuízo e ineficácia das providências ordenadas.”
Na quarta, 14, o ministro havia decidido lacrar os materiais apreendidos na operação, determinando que os itens fossem entregues ao STF, o que impedia o acesso imediato da Polícia Federal aos equipamentos.
Após críticas, Toffoli recuou e determinou que os itens fossem enviados pela Polícia Federal (PF) diretamente à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Leia também: “Já pode chamar este escândalo de Toffolão?”
Tudo muito esquisito
A condução do caso por Toffoli é esquisita desde o motivo que levou a questão para o STF — a citação do nome de um deputado numa intenção de compra de imóvel que não se concretizou.
Desde então, o ministro decretou sigilo absoluto, marcou uma acareação que não tem previsão legal, contra indicação do Ministério Público Federal, e decretou que todas as apreensões da segunda fase da Compliance Zero fossem lacradas no STF.
Toffoli voltou atrás das decisões sobre a acareação e a lacração das provas, mas indicou perguntas a Daniel Vorcaro, dono do Master, e mandou recados para a PF e o Banco Central, numa condução caótica do caso.
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Comentários (2)
Fabio
17.01.2026 19:10Esse Nikolas frequenta bastante a igreja da Lagoinha, né? Não é o berço da cúpula do banco Master? Por que ele não questiona as ligações também da igreja lagoinha, incluindo aquele amigo íntimo dele, o Viadão, digo Valadão?
Annie
17.01.2026 11:10Só agora Nicolas quem acompanha o.Antaginsta já sabe a tempos desde do tempo do Felipe.