Nikolas aponta “fraude intelectual” de Eduardo Bolsonaro
Deputado classificou a tipo de postura como “perversa” e afirmou que o Brasil “não precisa de bodes expiatórios nem de narrativas infantis”
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu nesta sexta, 12, a nota pública divulgada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em que ele afirma que a “sociedade brasileira” e a “falta de coesão interna” contribuíram para a decisão do governo Trump de revogar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Nikolas, essa interpretação representa uma “fraude intelectual” e transfere de forma injusta a responsabilidade para quem tem enfrentado pressões e riscos reais no país.
“Atribuir ao povo brasileiro ou aos parlamentares a responsabilidade por uma decisão geopolítica tomada pelos Estados Unidos não é apenas um erro de análise – é uma fraude intelectual. Trata-se de uma tentativa conveniente de simplificar um cenário complexo, deslocando injustamente a responsabilidade para quem, na prática, tem enfrentado pressões e riscos reais dentro do país”, escreveu no X.
“Perverso”
Nikolas classificou esse tipo de postura como “perversa” e afirmou que o Brasil “não precisa de bodes expiatórios nem de narrativas infantis”.
“Quem acompanha minimamente a realidade sabe que há, no Brasil, gente pagando um preço alto por enfrentar a tirania instalada. Apontar o dedo para esses é mais do que injusto: é perverso. Sou testemunha do árduo trabalho dos meus colegas parlamentares na busca pela liberdade do país, contra os abusos do judiciário e do governo petista.
O país não precisa de bodes expiatórios nem de narrativas infantis. Precisa de lucidez, caráter e união. Dividir o povo e quem os representa é o último recurso de quem já perdeu qualquer compromisso com a verdade. Unir-se, neste momento, não é opção retórica – é condição de sobrevivência moral e política.”
Nota de Eduardo
No comunicado, assinado em conjunto com o blogueiro Paulo Figueiredo, Eduardo afirma que a sociedade brasileira, “diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não conseguiu construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais”.
Segundo o parlamentar, a “falta de coesão interna” e o “insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior” teriam contribuído para o agravamento do cenário político atual.
NOTA PÚBLICA
Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil.
Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual. Esperamos sinceramente que a decisão do Presidente Donald Trump seja bem-sucedida em defender os interesses estratégicos dos americanos, como é seu dever. Quanto a nós, continuaremos trabalhando, de maneira firme e resoluta, para encontrar um caminho que permita a libertação do nosso país, no tempo que for necessário e apesar das circunstâncias adversas. Que Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro.
Eduardo Bolsonaro
Paulo Figueiredo”, diz o texto.
Retirados de lista de sanções
Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, foram retirados da lista de sanções do governo dos Estados Unidos.
Uma nota falando sobre a remoção foi divulgada pelo Departamento do Tesouro nesta sexta, 12, sem explicar os motivos.
Além de Moraes e Viviane, também foi retirado da lista do Lex Instituto de Estudos Jurídicos.
Leia mais: “Recebemos com pesar”, diz Eduardo sobre revogação de Magnitsky
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Comentários (6)
Luis Eduardo Rezende Caracik
13.12.2025 06:54Mostra perfeita do espírito de porco que atualmente grassa no congresso: Nikolas, Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis, Sóstenes, Zambelli, ZéTrovão, Zanatta, Dallagnol, Fahur, Van Hatten além de todos os outros....
Fabio B
13.12.2025 06:09Claudemir Silvestre, o Nikolas é "fera e preciso", tipo quando ele manda um “tamo junto” pro traficante Pose do Rode que depôs na Alerj? Foi bem fera e precisa igual quando ele não só votou a favor, mas ainda fez discurso defendendo a tal PEC/PL da blindagem, aquela que cai como uma luva pra político corrupto investigado e, por tabela, pro crime organizado? É bem fera e precisa também quando ele vota sistematicamente por privilégios corporativos, que beneficiam inclusive o governo, e depois faz cara de paisagem e solta um “foi mal, votei errado”? Você gosta dessa atuação parlamentar pífia, em que o sujeito basicamente vive de vídeo, slogan e guerra cultural, sem que apresente projeto de Lei algum, mesmo por coautoria ou relate nada, ou seja, sem apresentar trabalho parlamentar? Ah, mas até lembrando o episódio que ele defendeu PEC/PL da blindagem, mas que pegou mal e então no dia seguinte ele assumiu a relatoria do projeto de tratar facção criminosa como terrorismo, né? Ficou bacana quando ele postou nas redes para tentar limpar a barra, né? Só que um detalhe, ele devolveu no dia seguinte, né? Precisaria trabalhar e entregar algo, então aí deve ter complicado... Mas talvez sua “análise” seja só pra isso mesmo, que renda like... Se política, pra você, é dar coraçãozinho em vídeo lacrador que não produz efeito prático nenhum, então ok, faz sentido mesmo gostar desse tipo de oportunista.
Junior
13.12.2025 06:06Dois inbecis discutindo
Claudemir Silvestre
13.12.2025 00:37Nikolas Ferreira sempre muito preciso e esclarecido em suas análises !!! Esse cara é muito fera !!!
Realmente, o povo é quem menos apita! Só servimos para pagar as contas da corrupção, os privilégios dos outros...
Fabio B
12.12.2025 22:02O maior inimigo da família bolsonaro não é o Lula, muito pelo contrário, kkkk São os oportunistas bolsonaristas, encabeçado por essa bichamá e enrustida do Nikolas. A candidatura do Flávio, mesmo que para perder, evita a transferência do capital politico da família para os oportunistas. É maquiavélico, mas considerando que o interesse real é a família bolsonaro acima de tudo, então é mesmo o mais acertado e inteligente.