“Não adianta simplesmente querer tirar o PT do poder”, diz Leite
Pré-candidato à Presidência, governador do Rio Grande do Sul falou em debate promovido pelo PSD com presidenciáveis do partido
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD, foto), divulgou um “manifesto ao Brasil” nesta sexta-feira, 6, com um roteiro do que pretende discutir como pré-candidato à Presidência da República.
Horas após a divulgação do texto, Leite participou de um debate com os outros dois pré-candidatos presidenciais do PSD, Ratinho Jr., governador do Paraná, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás, em São Paulo, para discutir as propostas do partido, que pretende disputar a Presidência com um deles.
Durante o debate, Leite disse que “não adianta simplesmente querer tirar o PT do poder”, e citou o que ocorreu após o governo de Jair Bolsonaro para esclarecer seu ponto:
“O PT volta depois”
“Porque se for para tirar o PT e colocar um mau gestor, sem capacidade, sem habilidade política, sem empatia, sem disposição de fazer essas transformações, o PT volta depois”.
“Ficou claro isso depois de Bolsonaro. O grande legado do Bolsonaro foi trazer o Lula de volta. Estava acabado politicamente. E o Lula voltou porque não houve empatia, não houve gestão, não houve trabalho de entregas para a sociedade. Então, nós temos, sim, que sair dessa polarização, despolarizar o país, equilibrar, respeitar as diferenças e construir a partir da política as transformações estruturais, que vão levar o país a conseguir sustentar tudo aquilo que a gente conversou aqui sobre segurança, saúde, educação, que vão transformar a vida dos brasileiros muito obrigado”, completou o governador.
Segundo Leite, “a gente precisa recuperar o papel da política”.
“Porque, quanto mais ousado um governo quer ser em termos de inovação nos serviços públicos — a gente está falando aqui vai ter que fazer privatizações, tem que fazer concessões, tem que fazer reformas, tudo isso é sensível, difícil, e é a política bem feita que abre caminhos para que isso tudo possa acontecer —, quanto mais ousado um governo quer ser, gestão mais política ele tem que fazer, e não menos política”, seguiu o governador.
Idade mínima para ministros do STF
Leite mencionou reformas fiscais e “um novo pacto de governabilidade, com aprimoramento das nossas instituições” entre as prioridades de sua plataforma eleitoral.
“O Brasil está sofrendo um desarranjo institucional, desequilíbrio no papel dos poderes, e a gente vai precisar não apenas sair criticando, xingando e discutindo impeachment de ministro do Supremo, que talvez até seja necessário, comprovado que haja uma advocacia empresarial. Talvez tenha que se discutir isso, sim, não estou obstaculizando isso, mas não adianta a gente discutir o caso e não discutir como é que a gente aprimora instituições para evitar que isso aconteça, os códigos de conduta que precisam ser implementados, o mandato para ministros do Supremo”, comentou, defendendo idade mínima de 60 para ministros do STF.
“É para coroar uma carreira jurídica brilhante, e não para, a partir dali, desenvolver novos negócios”, completou, defendendo a busca de uma estabilidade mínima para o país.
“A gente tem que discutir, do ponto de vista institucional, como é que a gente prepara o país para justamente ter condições de estabilidade, de previsibilidade mínima. Chega de ficar acreditando em Salvador da pátria e em mitos. Eu não acredito em mitos, em salvadores da pátria. Eu acredito na política bem feita, que melhora as instituições, que mobiliza as pessoas na direção correta. Porque um governo sozinho não vai resolver tudo. A gente precisa [de] uma geração inteira seguindo no mesmo rumo minimamente, com o estilo de cada governante”, defendeu.
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Comentários (3)
José Divino Batista Dos Santos
07.03.2026 07:19Seu novo partido é governista até a alma!
Fabio
07.03.2026 06:55Como tem gente que cai no papinho desses bostas. Na prática, não passam de peões que servem aos interesses do Kassab. Isso é fato.
Francisco Junior
06.03.2026 22:59Muito bom o discurso do governador gaúcho.