“Muita gente sorrateiramente trabalhou por debaixo do pano”
Líder do governo Lula no Senado, Wagner diz que "nunca tinha feito nenhuma conta menor do que 41 votos" pela indicação de Messias ao STF
Líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA, à direita na foto) fez um desabafo nesta quarta-feira, 6, sobre a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF)
“Dizem que você só consegue enxergar melhor o momento quando o momento fica um pouco mais distante. Nós ainda estamos muito no calor do sofrimento, meu, do presidente Lula e principalmente Jorge Messias, que é um ser humano maravilhoso, uma pessoa super qualificada e que seguramente não merecia sofrer o ódio de quem está fazendo de uma sabatina um julgamento do presidente da República, recaindo sobre Jorge Messias”, disse o senador petista ao portal Bahia Notícias.
“Eu sempre digo que voto secreto é um voto complicado para você ter a conta. Na minha conta, eu nunca tinha feito nenhuma conta, com os nossos assessores, menor do que 41, 42 votos, ou seja, com a aprovação dele. E, infelizmente muita gente sorrateiramente trabalhou por debaixo do pano. A gente não se deu conta, não percebeu. E, debaixo do pano, as pessoas fizeram, na minha opinião, uma triste tarde daquela quarta-feira”, reclamou Wagner, que é pré-candidato à reeleição no Senado.
Messias recebeu apenas 35 votos de apoio a sua indicação.
“Estavam a fim de dar uma cacetada no presidente”
O senador defendeu o currículo e a reputação de Messias e lamentou que “infelizmente as pessoas não estavam a fim de saber se ele tava preparado ou não”.
“Estavam a fim de dar uma cacetada no presidente e usaram o Jorge Messias. E tentaram jogar em cima de mim. Trabalhei o tempo todo [a favor da indicação\. Jorge Messias trabalhou comigo [durante] quatro anos. Por isso, inclusive, muitos lá [no Sendo] ficaram com raiva de mim, porque havia uma torcida para o [senador] Rodrigo Pacheco, e as pessoas acham que eu mando na cabeça do presidente Lula”, disse Wagner, acrescentando:
“Eu não mando na cabeça do presidente Lula. Ele escolheu o Jorge Messias e eu fui trabalhar pela sua aprovação. Na minha opinião, foi uma coisa, sinceramente, mesquinha daqueles que usaram, repito, uma sabatina para fazer uma disputa política indevida. Eu acho que muita gente ainda vai se arrepender.”
Relação estremecida
Wagner aproveitou a entrevista para dizer que, como líder do governo, conversa com todo mundo no Senado, mas reconheceu que sua relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP, à esquerda na foto) “ficou muito estremecida”, “por conta que ele queria o Rodrigo Pacheco”.
“Como eu sou líder do governo, ele acha que eu tinha que arrancar isso do presidente [Lula]. E, repito, não mando na cabeça do presidente. Essa foi uma escolha como tem que ser, pessoal. E eu só fiz respeitar, que é a minha obrigação”, finalizou o líder do governo.
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