Moraes vota para receber denúncia da PGR e tornar Eduardo Bolsonaro réu
Procuradoria-Geral da República acusa deputado federal por São Paulo de coação ao longo do processo da ação penal do golpe
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira, 14, para receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Em 22 de setembro, a PGR denunciou tanto o parlamentar quanto o empresário Paulo Figueiredo por coação ao longo do processo da ação penal do golpe, crime previsto no artigo 344 do Código Penal.
Segundo a peça, ambos articularam, de forma “livre, consciente e voluntária”, ameaças relacionadas à imposição de sanções estrangeiras contra magistrados e contra o próprio Brasil. O objetivo seria evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados na Ação Penal 2.668, que apurou a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
Em seu voto, Moraes afirma “há prova da materialidade e indícios razoáveis e suficientes de autoria nas condutas de EDUARDO NANTES BOLSONARO“. “A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este Ministro Relator”.
O ministro prossegue: “O elemento subjetivo específico — favorecer interesse próprio ou alheio — evidencia-se, em tese, pelo fato do denunciado pretender criar ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de JAIR BOLSONARO nos autos da Ação Penal 2.668/DF e também sobre as autoridades responsáveis por um possível projeto de anistia aos crimes imputados a JAIR BOLSONARO e corréus responsáveis pela tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil”.
Dessa forma, pontua Moraes, a PGR demonstrou a presença da justa causa necessária para instauração de ação penal contra Eduardo, tendo “detalhado a sua conduta criminosa”.
Se a Primeira Turma do Supremo receber a denúncia, o deputado se tornará réu no caso. O julgamento começou nesta sexta, no plenário virtual, e está previsto para ir até as 23h59 de 25 de novembro. A Turma é formada pelos ministros Flávio Dino (presidente), Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
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Comentários (2)
Rafael Tomasco
14.11.2025 13:59Sr. Carlos Augusto Lins Brito Da Silva, perseguição foi o que esses imundos fizeram de 2019 a 2022 com quem denunciava os descalabros que aconteciam no desgoverno Bolsonaro, o mesmo que debochava das pessoas morrendo de Covid e passava desinformação sobre tratamento precoce. O flagelo desses caras agora é esse, e só resta engolir o choro
Carlos Augusto Lins Brito Da Silva
14.11.2025 11:37Novidade! E a perseguição continua firme.