Moraes vota para manter decretação da perda de mandato de Zambelli
Decisão do ministro de quinta-feira está sendo analisada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em plenário virtual
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira, 12, para referendar a decisão em que declarou a nulidade da rejeição da representação da Mesa Diretora da Câmara contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e decretou a perda imediata do mandato da parlamentar.
A Primeira Turma da Corte deu início, às 11h, em plenário virtual, ao julgamento para decidir se mantém a decisão de Moraes de quinta-feira, 11. Faltam votar os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O julgamento está previsto para terminar ainda nesta sexta.
Na decisão de ontem, Moraes disse que a deliberação da Câmara dos Deputados que rejeitou a perda do mandato de Zambelli “ocorreu em clara violação ao artigo 55, III e VI, da Constituição Federal (“Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:; VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado”), pois a sentenciada foi condenada pelo STF, e transitado em julgado em 7/6/2025 conforme certidão elaborada pela Secretaria Judiciária da SUPREMA CORTE”.
Segundo o ministro, o ato da Câmara é “nulo, por evidente inconstitucionalidade, presentes tanto o desrespeito aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade, quanto flagrante desvio de finalidade“.
Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF, em maio, a 10 anos de prisão, perda do mandato e ao pagamento de multa, por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos.
Entretanto, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputado, ao invés de declarar a perda do mandato, formulou uma representação contra a deputada. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) submeteu a representação ao plenário para discussão e votação, e o plenário, na quinta-feira, rejeitou o requerimento sobre a perda do mandato de Zambelli.
A deputada está presa em Roma, capital da Itália, desde 29 de julho. Quando foi detida, ela estava foragida após a condenação no caso do CNJ. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, no último dia 22 de outubro, que o Ministério Público da Itália emitiu parecer favorável à extradição da congressista brasileira.
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